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sábado, 23 de julho de 2016

As mentiras sobre escravidão e a Lei Áurea que você acreditou a vida inteira.

Na data do, dia 13 de Maio de 2016, comemoramos os 128 anos da assinatura da Lei Imperial n.º 3.353 - a Lei Áurea - pela Princesa Imperial Regente Dona Isabel, a Redentora, em 13 de maio de 1888, responsável por libertar os 723.719 escravos restantes no Brasil.

Decorrente de projeto de lei que a própria Princesa Imperial Regente participou com vários políticos, apresentado no Parlamento pelo então Ministro da Agricultura em 8 de maio de 1888, o texto foi aprovado em tempo recorde na Câmara dos Deputados nas sessões de 9 e 10 de Maio, sendo, em seguida, enviado ao Senado para aprovação.
A Princesa Dona Isabel, confiante que o projeto passaria no Senado, desceu de Petrópolis para o Paço Imperial de trem ao meio-dia, acompanhada do Conde d’Eu e dos Ministros Costa Pereira e Rodrigo Silva, chegando às 14 horas no Paço. No Senado, a lei recebeu a oposição de somente dois senadores, o Barão de Cotegipe e Paulino de Sousa, sendo aprovada por ampla maioria.

Com uma multidão de dez mil pessoas na frente do Paço Imperial, a Princesa recebeu no Salão do Trono, de uma comissão de liderada pelo Senador Sousa Dantas, o texto da Lei. Utilizando uma pena de ouro, cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas, confeccionada especialmente para a ocasião e ofertada pelo povo Brasileiro à ela, com os dizeres “A Dona Isabel, a Redentora, o povo agradecido”, tendo no lado oposto o número e a data da Lei, a Princesa assinou o documento.

No meio do Salão do Trono repleto de deputados, senadores, ministros, embaixadores e personalidades do Império, com membros da nobreza e abolicionistas, a Princesa fez um curto e emocionado discurso. O povo em delírio invadiu o Paço quando o Deputado Joaquim Nabuco anunciou a abolição da escravidão às mais de 10 mil pessoas que se aglomeravam na praça.
 Entre os invasores estava o jornalista abolicionista José do Patrocínio, que sem nenhuma resistência atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.
Em meio ao repicar de sinos e do espocar de foguetes, Dona Isabel, chamada pelo povo, apareceu na sacada do Paço, onde foi aclamada pela multidão.

Neste tempo, o Barão de Cotegipe, grande opositor à extinção do cativeiro, fitou a Princesa e disse:
“Vossa Alteza redimiu uma raça, mas perdeu o trono.”
Sua Alteza não hesitou em responder:
"Mil tronos tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil!"
Em 16 de Novembro de 1889, no mesmo Salão do Trono onde um ano antes era aclamada, agora aprisionada pelos militares e esperando o exílio sem retorno, a Princesa Imperial Dona Isabel, consciente do justo e de seu papel como monarca, bateu com energia na mesa em que a subscrevera, e exclamou:
“Se tudo o que está acontecendo provém do decreto que assinei, não me arrependo um só momento. Ainda hoje o assinaria!”
Disse Joaquim Nabuco sobre o ato da Redentora:
"No dia em que a Princesa Imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava. A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue, e ela não o queria nunca para cimentar o trono de seu filho. 

A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reino durante a crise, e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tem que ser cumprido, ou um grande sacrifício que ser aceito. Se a monarquia pudesse sobreviver à abolição, esta seria o apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento."


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Desde que a escravidão foi abolida no Brasil, há quem se esqueça do ato da Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Não é o caso do lavrador João Paulino que, há cinco anos, percorre 250 quilômetros para chegar a Petrópolis, na Região Serrana do Rio, e prestar uma homenagem à princesa.

Com 72 anos, ele saiu de Desterro de Melo, no interior de Minas Gerais, com 128 botões de rosas na bagagem, um para cada ano de liberdade. João Paulino é descendente de escravos.

O avô veio da África para Minas Gerais e morreu com 110 anos. Para o lavrador, o ato é de gratidão pela libertação dos escravos.

“Ela teve o prazer de lutar por essa raça, por esse povo, de fazer a união de cada pessoa. Sempre que eu tiver a oportunidade de vir e for recebido como tenho sido, pra mim é uma grande honra“, disse o lavrador.

Desde 2012, o destino final de João é a Catedral São Pedro de Alcântara, onde fica o túmulo da Princesa Isabel. Nesta sexta, dia 13, o peregrino assistiu a missa e pediu para que o padre abençoasse as rosas. Em seguida, os buquês foram colocados sobre o mausoléu.

Muitos se emocionaram ao presenciar o ato.

“Muito interessante. É uma forma de agradecer a liberdade que os negros tiveram. Uma coisa que as pessoas têm que ter consciência“, disse Rita Correa, secretária.

Carina Rocha, conta que acompanha essa trajetória de João com a mala e suas rosas.
“Uns quatro anos que ele vem aqui. Ele vai lá na Catedral e vem aqui tomar um café e conversar. Eu acho muito interessante porque é uma forma de agradecer, né“, afirmou a comerciante Carina Rocha.



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