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Quais são as boas notícias que não estão lhe contando

04:04:00
A crescente automação em vários setores da economia se transformou em uma grande preocupação nos últimos anos. Com os algoritmos dos computadores se tornando cada vez mais sofisticados, as máquinas estão se tornando cada vez mais capacitadas para realizar trabalhos que são o ganha-pão de várias pessoas.


Carros sem motorista já estão, há um bom tempo, sendo testados nas estradas americanas e européias. Embora ainda não estejam disponíveis comercialmente, é apenas uma questão de tempo para que o sejam. Quando isso acontecer, eles irão substituir não apenas os taxistas, como também as pessoas que hoje trabalham para empresas como Uber e Lyft. Afinal, se os empregadores puderem remover os gastos relacionados ao pagamento de motoristas, eles poderão fornecer seus serviços a preços muito menores. Simultaneamente, ainda conseguirão reter um maior lucro líquido.
Veículos automatizados (e autônomos) também irão substituir caminhoneiros.

Mas não é só nessa área que a automação irá sacudir o mercado de trabalho. Nos países mais ricos, já vemos a integração de várias máquinas de auto-atendimento nas grandes redes de supermercado, substituindo os caixas humanos. Mesmo restaurantes fast-foods estão adotando essa tendência. O McDonald’s atualmente possui quiosques em várias localidades que permitem aos clientes pedir e receber sua comida sem qualquer interação humana. As redes Carl’s Jr. e Hardees também já anunciaram que irão testar quiosques automatizados em seus estabelecimentos.

Ainda em 2012, uma startup de robótica chamada Momentum Machines apresentou um protótipo de uma máquina totalmente autônoma que recebe os pedidos dos clientes, cozinha a carne, fatia os vegetais, monta o hambúrguer, embala-o, e entrega ao cliente. Esta máquina se mostrou capaz de preparar 400 hambúrgueres em uma hora. A empresa já comprou um prédio na cidade de San Francisco e pretende inaugurar um restaurante totalmente autônomo em breve. 

Tal restaurante ainda irá necessitar de alguns poucos humanos, que terão as funções de garantir que as máquinas funcionem harmoniosamente, retirar o dinheiro das máquinas e efetuar outras tarefas menores.
Obviamente, caso essa hamburgueria automatizada se comprove lucrativa, é de se esperar que as grandes cadeias sigam essa tendência.

A pergunta que está na cabeça de várias pessoas é: se as máquinas podem conduzir as pessoas em carros e processar pedidos e fazer sanduíches, o que ocorrerá com os milhões de indivíduos que atualmente estão empregados nessas profissões?
Os mercados mudam — e isso vem ocorrendo desde o surgimento dos mercados
Mas o fato é que essas tendências, embora surpreendentes, realmente não têm nada de novo. O mundo se desenvolveu e enriqueceu exatamente dessa maneira.

As impressoras eliminaram a necessidades de escribas (pessoas que literalmente tinham de escrever a mesma coisa várias vezes para assim difundir uma obra). E, mais recentemente, a mídia online reduziu a necessidade de impressoras (hoje, você mesmo pode publicar seu livro online, sem ter de recorrer a editoras).
As máquinas de venda automática — tanto para tickets quanto para cervejas, refrigerantes e guloseimas — já substituíram os vendedores humanos há muito tempo. E não nos esqueçamos de que ascensoristas eram extremamente comuns no passado, pois apenas eles sabiam como operar um elevador.

Voltando ainda mais no tempo: no passado, a maioria das pessoas trabalhava no campo. A automação acabou com 99% desses empregos. Literalmente, 99%. Eles não existem mais. O trator substituiu o arado e a enxada.

A criação do automóvel e do caminhão tornou obsoleto todo o setor de transporte manual, em que cargas eram carregadas nas costas por vários trabalhadores. Já o computador provavelmente destruiu mais empregos do que qualquer outra inovação tecnológica na história da humanidade, com a possível exceção do automóvel.  

Por sua vez, a eletricidade destruiu um sem-número de empregos na indústria de velas e na indústria de carvão.
Ao mesmo tempo, todas essas invenções destruidoras de empregos acabaram criando outros novos empregos que até então ninguém jamais havia imaginado serem possíveis.
Quem gostaria de voltar a viver em um mundo sem carros, computadores, internet e eletricidade, considerando todos os empregos que tais invenções destruíram? 

Quem gostaria de voltar a viver em um mundo em que praticamente todos os seres humanos tinham de trabalhar exaustivamente no campo — querendo ou não — apenas para sobreviver?

Hoje, ninguém se queixa de nenhuma dessas invenções. Ninguém se queixa da falta de empregos para escribas, para ascensoristas, e para operários em fábricas de carroça e de máquinas de escrever. Sabemos que esses empregos desapareceram porque tais tarefas podem hoje ser efetuadas muito mais econômica e rapidamente por outros meios.

O mesmo continua ocorrendo hoje, só com que outros empregos.
Outro fato digno de menção é que a automação cria luxos com os quais a humanidade jamais havia sonhado. Mais ainda: ela nos entrega serviços que jamais sequer sabíamos que queríamos. Por exemplo, antes de inventarmos os automóveis, o ar condicionado, as televisões de tela plana e o cinema, ninguém que vivia na Roma antiga sonhava com a possibilidade de assistir a filmes em um televisor de tela plana enquanto se locomoviam para Atenas dentro de um veículo confortável e climatizado.

Adicionalmente, a automação nos possibilitou empregos com os quais jamais havíamos sonhado. A industrialização e suas máquinas fizeram mais do que apenas aumentar nossa expectativa de vida. Ao libertar a humanidade da necessidade de efetuar trabalhos pesados, maçantes, brutos e monótonos, ela levou uma grande fatia da população a decidir que humanos foram feitos para ser músicos, filósofos, bailarinos, matemáticos, atletas, artistas, designers de moda, professores de ioga, escritores de romances e, hoje, pessoas com profissões mais “exóticas“, como YouTuber, Instagramer, jogador profissional de videogame etc.

O mesmo é válido para a atual tendência da automação. No futuro, olharemos para o passado (hoje) e teremos vergonha do fato de que seres humanos eram utilizados para fazer determinados tipos de trabalho braçal, monótono e intelectualmente desestimulante.

Reduzindo o custo de vida
Em economias livres e dinâmicas, os empreendedores estão continuamente se esforçando para implantar inovações que os tornem mais eficientes e, consequentemente, mais lucrativos e mais preparados para agradar os consumidores. Uma maior automação apenas intensificará esse processo.

Isso, no entanto, leva a um questionamento bastante comum: sim, é fato que todas essas inovações permitidas pela automação irão criar empregos para as pessoas mais capacitadas e qualificadas, como os engenheiros que constroem essas máquinas, os programadores e cientistas da computação que irão desenvolver os algoritmos para essa máquinas, e os profissionais da Tecnologia da Informação, que irão lidar com os problemas de software e de hardware sempre que estes ocorrerem.

Mas e os trabalhadores pouco qualificados? É certo que nem todo mundo tem o privilégio (ou o tempo, dado que várias famílias são obrigadas a ter vários empregos para pagar suas contas) de se tornar criadores, codificadores e reparadores de máquinas.
E mesmo que absolutamente cada empregado das redes de fast-food, cada taxista e cada caminhoneiro adquirisse uma nova habilidade, isso faria com que os outros mercados se tornassem saturados de mão-de-obra qualificada à procura de um novo emprego.

O que fazer?
Com o efeito, a resposta está à nossa volta: o benefício da automação, hoje e sempre, é o de reduzir o custo de vida (os preços relacionados à tecnologia estão ou em queda ou estáveis) e o de fazer com que todo e qualquer trabalho seja mais produtivo (salários maiores em termos reais).

Analisando o que ocorreu ao longo das últimas décadas com itens como tecnologia, alimentação e vestuário, veremos que houve uma queda dramática nos preços — quando mensurados em termos de horas de trabalho necessárias para se adquirir a mesma quantidade de cada item — e uma sensível melhora na qualidade dos produtos.
Isso, aliás, vem ocorrendo desde a invenção da roda e de todas as outras máquinas que reduzem a necessidade de esforço físico.
Isso, no entanto, leva a outra objeção: de nada adianta haver bens mais abundantes e baratos se ninguém tiver emprego (e renda) para comprá-los. 

Qual a resposta?
 Nada muda. O cenário mais realista é o de que, com os preços em queda (como já estão nos países de economia estável), serão necessários menos empregos e menos horas de trabalho para se manter uma família.
Isso, aliás, foi exatamente o que ocorreu ao longo do século XX, quando a jornada de trabalho foi continuamente reduzida — graças aos avanços tecnológicos e à acumulação de capital — e os trabalhadores passaram a trabalhar cada vez menos. 

Simultaneamente, o padrão de vida subiu continuamente.
Para fazer esse exercício de previsão, todos os fatos têm de ser considerados: a inovação nos negócios poderá acabar com empregos obsoletos; porém, com a maior eficiência permitida pela automação, bens e serviços custarão cada vez menos.

Peguemos, por exemplo, os carros autônomos. Embora seja de se lamentar que eles irão gerar um desemprego temporário para vários motoristas profissionais, a queda nos preços do transporte serão uma dádiva para todo o resto da humanidade.

Isso poderá ser especialmente benéfico para várias famílias de baixa renda, que gastam uma grande fatia de sua renda mensal com manutenção, seguro, combustível e impostos de seu carro. E as que nem sequer têm carro, vêem seu salário descontado por causa do vale-transporte. Para todas essas pessoas, não apenas ter um carro passará a ser desnecessário, como também os gastos com transporte serão cada vez menores. Elas agora poderão usar automóveis esporadicamente — como muito já fazem ao recorrer ao Uber —, e a preços irrisórios. Isso terá um efeito excepcional sobre a sua renda.

Com efeito, várias famílias já relataram que não têm como pagar caso seu carro necessite de um serviço de manutenção de emergência [no Brasil, é ainda pior]. Consequentemente, para muitas famílias, a possibilidade de seu carro estragar representa um assustador risco econômico. Por outro lado, o surgimento de transportes autônomos em larga escala irá reduzir acentuadamente este risco para o orçamento das famílias.
Muitas outras famílias também irão perceber que não mais será economicamente sensato ter um carro próprio e incorrer em todas as suas despesas de manutenção, seguro, combustível e impostos. Ato contínuo, irão optar pelos transportes autônomos e baratos. Consequentemente, terão mais dinheiro para gastar em outras coisas, ou mais dinheiro para poupar e investir.

Conclusão
Embora a inovação tecnológica possa eliminar os empregos de algumas pessoas, outras várias pessoas serão enormemente beneficiadas.
Se os preços de vários bens e serviços caírem em decorrência da automação, os salários mais baixos passarão a ser suficientes para que várias pessoas vivam confortavelmente. Isso é o que é chamado de “amento na renda real”, e é o que realmente importa.

De resto, como a história repetidamente já demonstrou, a automação sempre representou uma libertação para o ser humano, não só livrando-o da necessidade de realizar trabalhos braçais pesados e desumanos, como ainda permitindo um aumento exponencial da sua renda: a renda média diária mundial, que era de $ 3 há dois séculos, hoje é de $ 33, já descontando a inflação. 

E, nos países ricos, é de US$ 100 por dia;
Essa libertação material nos permitiu viver vidas mais confortáveis, mais humanas e muito mais gratificantes do que outras gerações jamais experimentaram. Se isso, por si só, não é um argumento convincente, então nenhum outro pode ser.
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Uma senzala chamada Ideologia

15:37:00
Perto de minha casa mora um catador de recicláveis. Não é negro. Altivo, perambula, com seu amigo inseparável — um cão vira-latas –, pelas ruas do bairro puxando um carrinho e virando lixos à procura do que lhe sirva. Não me parece doente, tampouco desesperado. Parece o que realmente é: pobre — alguém pouco favorecido. Não o conheço. Não sei se foi rico, se tem estudo, família; mas quando o vejo, reconheço: é pobre.

Pensando nesse homem, vi com estranheza uma notícia que se espalhou de maneira epidêmica dias atrás — da militância de extrema esquerda (incluindo aquela que diz “mosquita” e desgovernou o país recentemente) aos jornais de TV em horário nobre: “Negra, pobre e da rede pública fica em 1º em curso mais concorrido da Fuvest”. Foi aprovada para o curso de Medicina da USP-Ribeirão, feito pelo qual merece os parabéns. Lendo a matéria, no entanto, descobri que a “negra-pobre” é fã de Grey’s Anatomy (série exibida em canal pago). Então pensei: “será que aquele catador de lixo assiste séries? Será que usa as redes sociais?”. Talvez sim, não sei.

E não foi só isso que descobri. Li que a moça, em entrevista, repetiu o famigerado bordão racista e ofensivo da esquerda: “A Casa-Grande surta quando a Senzala vira médica”. Pensei de novo: “Será que essa moça sabe o que está dizendo? Será que imagina como era a vida numa Senzala? Não entende que, assim, menospreza o sofrimento daqueles que viveram tal situação? Não se dá conta que esse discurso só serve a interesses alheios aos seus?” Talvez sim, não sei.

Descobri também que sua aprovação foi fruto de muito esforço; fez cursinho e reforço de matemática, porém disse não acreditar em mérito porque “teve ajuda”. Como se o mérito prescindisse do amparo de terceiros; como se a ajuda não tivesse surgido exatamente em reconhecimento ao seu esforço. E, em nome de um discurso vazio, escraviza-se voluntariamente e me leva a admitir que ela vive, de fato, numa senzala. Não naquele lugar escuro, enfumaçado e opressivo — o “pombal negro” de que fala Joaquim Nabuco. Mas, do conforto de seu lar (num conjunto habitacional em Ribeirão Preto), a linda jovem se entrega aos encantos do socialismo e do feminismo — duas senhoras vorazes que adoram escravizar negros(as) em seu principal engenho ideológico: a universidade.

Tudo isso é muito triste, pois a história do negro brasileiro é sinônimo de superação; e quando um(a) negro(a) encara suas conquistas como essa jovem, despreza o esforço de gente como José do Patrocínio, André Rebouças, Chiquinha Gonzaga, Maria Firmina dos Reis e tantos outros que lutaram pelo fim da escravidão no Brasil. Agindo assim, nega, categoricamente, a história dos negros que deseja representar, e se prostra, cativa de uma ideologia.

Mas o mais lamentável é esse pretenso protagonismo. Sabem quem foi a primeira médica negra do Brasil? Maria Amélia Cavalcante de Albuquerque, nascida em 1854, num engenho em Pernambuco, e parente do primeiro médico negro do Brasil, o Dr. José Marques. Dra. Amélia Cavalcante, mulher de inteligência singular, recebeu ajuda e incentivo de ninguém menos que Tobias Barreto, o proeminente filósofo e poeta (negro), e formou-se em 1892, na Faculdade de Medicina do RJ. No dia de sua morte, em 1934, a imprensa noticiou sua importância e pioneirismo.

O maior bem que um ser humano pode almejar é a liberdade; no entanto, parece-me que algumas pessoas, confirmando a tese de Aristóteles, nasceram para a servidão.

Paulo Cruz é mestre em Ciências da Religião e professor de Filosofia no ensino médio da rede estadual paulista.
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Video sobre FRAMES

14:58:00

O trabalho de tradução dos Tradutores de Direita é primoroso. Antes de ver o vídeo, leia a apresentação:

    O vídeo a seguir trata de como framings (padrões perceptivos) ajudam a construir narrativas e interpretações da realidade, bem como na intensificação ou enfraquecimento de conflitos.

    Os conflitos são fenômenos centrais da política. Deles se originam os diversos partidos políticos, as decisões internas de um partido (Ex: quem pode se filiar e virar candidato) e, por fim, as disputas eleitorais. Conflitos também são importantes nas relações internacionais, como na ocorrência de guerras ou de alianças, no estabelecimento de sanções e restrições econômicas ou de zonas de livre comércio, ou podem até mesmo em julgamentos internacionais, como o de Nuremberg. Movimentos sociais muitas das vezes surgem, se mantém ou terminam a partir de conflitos: o movimento negro por causa de conflitos raciais, o feminista por causa de conflitos entre homens e mulheres, a revolução americana por conflitos entre americanos e ingleses, a revolução francesa por conflito entre os nobres e revolucionários etc.

    Conflitos são tão importantes na política e nas ciências sociais em geral, que o Marxismo, uma das linhas mais influentes na sociologia atual, têm estes fenômenos como fundamento. O marxismo clássico é muitas vezes definido como dialética materialista. O conceito de dialética se manifesta no conflito entre classes por recursos materiais e também no conflito entre a infraestrutura (relações de produção) e a superestrutura (cultura). A dialética não é um conceito originário do marxismo, mas foi aprendido com o filósofo influente Hegel. Foi ele quem elaborou o conceito e em sua época já o aplicava para entender as mudanças históricas. Não é exclusividade do marxismo a ênfase sobre o conflito, nazistas também justificavam suas políticas a partir de uma visão de um conflito entre raças também por recursos materiais. Nos três casos, no marxismo, no nazismo e em Hegel, o surgimento de novos conflitos e a resolução deles é considerado o motor que cria a História.

    As próprias ideologia marxista e nazista podem ser vistas como frames criados para alimentar o conflito. O marxismo apresenta o mundo e cria a percepção de que existe ou é necessário um conflito entre a burguesia e o proletariado, e em versões mais modernas (ou pós-modernas), um conflito entre opressores e oprimidos de minorias. O nazismo fazia o mesmo em relação à raças ou povos. E ambos cria-se a narrativa de que o conflito é necessário, inescapável e bom, pois criava uma utopia, um paraíso na Terra. Mas nem todos os conflitos baseados em frames são destrutivos. No próprio capitalismo há a noção de uma competição saudável e justa, em que o conflito e a disputa por mercado faz das empresas e trabalhadores se tornarem cada vez melhores, principalmente se houver um sistema judiciário que proteja a propriedade privada ou proteja o consumidor de abusos como a propaganda enganosa.

    O framing é um conceito amplamente aplicado também para entender a mídia e sua relação com a política. A mídia como a principal ou uma das principais vias em que se disseminam informações, entretenimento e conteúdos artísticos, se torna uma das principais vias em que se molda a percepção da sociedade. Ao selecionar certas notícias ao invés de outras, ao enfatizar certos acontecimentos e certos aspectos destes acontecimentos, o jornalismo afeta em grande parte o modo de compreender a realidade de sua audiência. Os filmes, músicas, novelas e seriados, por sua vez, também criam estereótipos e interpretações a respeito da realidade, mesmo quando lidam com histórias e acontecimentos fictícios, pois acabam ensinando uma maneira de interpretar o mundo.

    Conflitos e frames, certamente, têm um papel fundamental em movimentos sociais, como aqueles que acontecem desde 2013. Foi por um conflito e uma disputa de frames que aquelas manifestações foram de lideranças de esquerda querendo impedir o aumento de passagens e até defendendo o custeio total das passagens através de impostos até lideranças liberais e conservadores pedindo o impeachment da Dilma.

Agora, faça o melhor uso possível nos últimos tempos para uma hora de sua vida, assistindo-o abaixo:
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Adolf Hitler Assume ser Extrema Esquerda

12:34:00


[(Mein Kampf) Por Adolf Hitler

 CAPÍTULO I - DOUTRINA E PARTIDO
     Deu-se em 24 de fevereiro de 1920 a primeira manifestação pública, em massa, de nosso novo movimento. [No salão de festas da Hofbräuhaus, de Munique, perante uma multidão de quase duas mil pessoas, foram apresentadas e jubilosamente aprovadas, ponto por ponto, as vinte e cinco teses do programa do novo Partido.]

Programa de 25 Pontos do Partido Nacional-Socialista Alemão (1920)
1. Nós exigimos a união de todos os alemães numa Grande Alemanha com base no princípio da auto-determinação de todos os povos.
2. Nós exigimos que o povo alemão tenha direitos iguais àqueles de outras nações; e que os Tratados de Versalhes e St. Germain sejam abolidos.
3. Nós exigimos terra e território para a manutenção do nosso povo e o assentamento de nossa população excedente.
4. Somente aqueles que são nossos compatriotas podem se tornar cidadãos. Somente aqueles que tem sangue europeu, independente do credo, podem ser nossos compatriotas. Por esta razão, nenhum judeu pode ser um compatriota.
5. Aqueles que não são cidadãos devem viver na Alemanha como estrangeiros e devem ser sujeitos à lei de estrangeiros.


6. O direito de escolher o governo e determinar as leis do Estado pertencerá somente aos cidadãos. Nós portanto exigimos que nenhuma repartição pública, de qualquer natureza, seja no governo central, na província, ou na municipalidade, seja ocupada por qualquer um que não seja um cidadão.
Nós combatemos a administração parlamentar corrupta pela qual homens são indicados para vagas por favor do partido, não importando caráter e aptidão.
7. Nós exigimos que o Estado especialmente se encarregará de garantir que todos os cidadãos tenham a possibilidade de viver decentemente e recebam um sustento. Se não puder ser possível alimentar toda a população, então os estrangeiros (não-cidadãos) devem ser expulsos do Reich.
8. Qualquer imigração adicional de não-alemães deve ser previnida. Nós exigimos que todos os não-alemães que entraram no país desde 2 de Agosto de 1914 sejam forçados a deixar o Reich imediatamente.

9. Todos os cidadãos devem possuir iguais direitos e deveres.

Único ponto essencialmente dos CONSERVADORES.

Pois, a esquerda defende cotas, PL 122  e políticas para dar mais direito a um grupo em detrimento de outro.
10. O primeiro dever de todo cidadão deve ser trabalhar mental ou fisicamente. Nenhum indivíduo fará qualquer trabalho que atente contra o interesse da comunidade para o benefício de todos.

Portanto, nós exigimos:

11. Que toda renda não merecida, e toda renda que não venha de trabalho, seja abolida.
Quebrando as Algemas do Interesse

12. Como cada guerra impõe sobre o povo sacrifícios em sangue e bens valiosos, todo lucro pessoal proveniente da guerra deve ser tratado como traição ao povo. Nós portanto exigimos o confisco total de todos os lucros de guerra.
13. Nós exigimos a nacionalização de todos os grupos investidores.
14. Nós exigimos participação dos lucros em grandes indústrias.
15. Nós exigimos um aumento generoso em pensões para idade avançada.

16. Nós exigimos a criação e manutenção de uma classe média sadia, a imediata socialização de grandes depósitos que serão vendidos a baixo custo para pequenos varejistas, e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários aos Estado, às províncias e municipalidades.
17. Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com nossas necessidades nacionais, e a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários sem compensação de quaisquer terras necessárias para propósito comum. A abolição de arrendamentos de terra, e a proibição de toda especulação na terra.
18. Nós exigimos que uma guerra dura seja travada contra aqueles que trabalham para o prejuízo do bem-estar comum. Traidores, usurários, aproveitadores, etc., serão punidos com morte, independente de credo ou raça.
19. Nós exigimos que a lei romana, que serve a um arranjo materialista do mundo, seja substituída pela lei comum alemã.
20. A fim de tornar possível para todos os alemães capazes e industriosos obter educação mais elevada, e assim a oportunidade de alcançar posições de liderança, o Estado deve assumir a responsabilidade de organizar completamente todo o sistema cultural do povo. Os currículos de todos os estabelecimentos educacionais serão adaptados para a vida prática.
A concepção da idéia do Estado (ciência de cidadania) deve ser ensinada nas escolas desde o início. Nós exigimos que crianças especialmente talentosas de pais pobres, quaisquer que sejam suas classes sociais ou ocupações, sejam educadas às custas do Estado.

21. O Estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão de saúde nacional fornecendo centros de bem-estar maternal, proibindo trabalho infantil, aumentando aptidão física
através da introdução de jogos compulsórios e ginástica, e pelo maior encorajamento possível de associações relacionadas com a educação física do jovem.
22. Nós exigimos a abolição do exército regular e a criação de um exército nacional (popular).

23. Nós exigimos que haja uma capanha legal contra aqueles que propaguem mentiras políticas deliberadas e disseminem-nas através da imprensa. A fim de tornar possível a criação de uma imprensa alemã, nós exigimos:
(a) Todos os editores e seus assistente em jornais publicados na língua alemã deverão ser cidadãos alemães.
(b) Jornais não-alemães deverão somente ser publicados com a permissão expressa do Estado. Eles não deverão ser publicado na língua alemã.
(c) Todos os interesses financeiros em, ou de qualquer forma afetando jornais alemães serão proibidos a não-alemães por lei, e nós exigimos que a punição por transgredir esta lei seja a imediata supressão do jornal e a expulsão dos não-alemães do Reich.
Jornais que transgridam o bem-estar comum serão suprimidos. Nós exigimos acão legal contra aquelas tendências na arte e literatura que tenham influência ruidosa sobre a vida do nosso povo, e que quaisquer organizações que que atentem contra as exigências agora mencionadas sejam dissolvidas.

24. Nós exigimos liberdade para todas os credos religiosos no estado, à medida que eles não coloquem em risco a existência ou ofendam a moral e senso ético da raça germânica.
 

O Partido como tal representa o ponto-de-vista de um cristianismo positivo sem ligar-se a qualquer credo particular. Ele luta contra o espírito judaico materialista internamente e externamente, e está convencido de que uma recuperação duradoura do nosso povo só pode vir de dentro, sobre o princípio:
BEM COMUM ANTES DO BEM INDIVIDUAL
25. A fim de executar este programa, nós exigimos: a criação de uma autoridade central forte no Estado, a autoridade incondicional pelo parlamento político central de todo o Estado e todas as suas organizações.
A formação de comitês profissionais e de comitês representando os vários estados do país, para assegurar que as leis promulgadas pela autoridade central sejam executadas pelos estados federais.
Os líderes do partido assumem a responsabilidade de promover a execução dos pontos agora mencionados a todo custo, se necessário com o sacrifício de suas próprias vidas
O resumo é que esse projeto não representa a essência do pensamento conservador e além do mais vale lembrar  foi Adolf Hitler que escreveu de próprio punho o programa de 25 pontos.

Em suma, um apanhado de reivindicações populistas, apresentadas na época diante de 2 mil pessoas, na famosa cervejaria Hofbräuhaus de Munique.

Hitler aproveitou para mudar o nome da facção para Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores (Nazionalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP). Da abreviatura "Nazi", pela qual passou a ser identificado, vem o termo "nazista".
      

  • uso da guerra de classes
  • populismo
  • inchamento do estado
  • culto ao mesmo estado, é óbvio
  • limitação da atividade de imprensa
  • sistema de ensino público (para doutrinação no culto ao estado)
  • estatização de empresas
  • reforma agrária
  • ataque aos lucros das empresas
  • coletivismo, ao invés do individualismo




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Proclamação de Anistia e Perdão

Proclamação de Anistia e Perdão Concedida a todos os indivíduos com ascendência europeia - Considerando que europeus mantiveram meus antepassados em cativeiro e trabalhando sem pagamento por três séculos, - Considerando que os europeus ignoraram as garantias de direitos humanos da Declaração de Independência e da Constituição dos Estados Unidos, - Considerando que a Proclamação de Emancipação, a Décima Terceira e Décima Quarta emendas significaram pouco mais que palavras vazias, Então os americanos com ascendência europeia são culpados por crimes contra meus ancestrais Mas, reconhecendo que os próprios europeus foram vítimas de variadas violações dos direitos humanos, tal como a Conquista Normanda da Inglaterra, a Grande Fome da Irlanda, o Declínio da Dinastia Habsburgo, as aventuras czaristas e napoleônicas, além de insultos gratuitos e especulações sobre a inteligência dos descendentes de poloneses, Eu, Walter W. Williams, declaro anistia e perdão gerais e irrestritos a pessoas de ascendência europeia tanto por suas queixas quanto pela escravidão que praticaram contra o meu povo. Portanto, de hoje em diante os americanos com ascendência europeia podem ficar tranquilos, cientes de que estão livres de qualquer culpa e desobrigados de agir como idiotas simpáticos quando se relacionam com americanos de ascendência africana. Walter W. Williams, generoso outorgante

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