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Idade Média: período de conhecimento

06:44:00


"A Idade Média terá sido, em virtude da predominância da religião católica, um período de obscurantismo?"
A Idade Média é por vezes considerada qual "noite de mil anos" que se abateu sobre a civilização, constituindo, pela bar­bárie e ignorância de seus homens, verdadeira mancha no de­correr da história.
E' o que, conforme alguns autores, a própria designação "Idade Média" deveria incutir. Esta foi forjada pelos humanis­tas do séc. XVI, que com tal denominação queriam caracterizar o período da língua latina que vai da Idade Clássica antiga ao Renascimento da mesma no séc. XVI; entre duas épocas áureas estaria uma fase intermediária ou "média", fase apagada ou de­cadente na história do idioma latino. 

Em 1688 o historiador alemão Cristóvão Keller (Cellarius) na sua "Historia Medii Aevi" (História da Idade Media) adotou pela primeira vez o nome no setor da história da civilização — o que dava a en­tender que o período decorrente entre a Idade Antiga e a Renas­cença foi igualmente uma época apagada e decadente.
Nem todos os autores, porém, concordam com tal modo de ver. O historicismo do século passado tinha a Idade Média na conta de período cheio de realizações construtivas.
Vejamos o que há de objetivo nestas diversas apreciações.

1. O período antigo ou greco-romano da civilização ter­mina com a ruína do Império Romano, o qual cedeu aos golpes das invasões bárbaras (Roma caiu em 476). A Europa e a África Setentrional foram ocupadas pelos germanos invasores, que, após haver derrubado as instituições antigas, eram incapazes de reconstruir a vida social, pois careciam de valores culturais correspondentes. 

Ora, tendo desaparecido a figura do Imperador no Ocidente, a única autoridade capaz de tomar as rédeas da situação européia dos séc. V/VII era a autoridade eclesiástica: o Papa, então, os bispos e os monges se puseram a preservar da perda total os valores da civilização greco-romana, utilizando-os na confecção de nova síntese cultural.
Não há dúvida de que a Religião Católica foi altamente benemérita neste trabalho de reconstrução; criaram-se valores e instituições de vulto no início e no decurso da Idade Média. Detendo-nos apenas na história da educação e da cultura, deve­mos mencionar que foram os clérigos e monges que assegura­ram o ensino primário nas escolas catedrais, monacais e palatinas (isto é, erguidas respectivamente junto a uma igreja ca­tedral, a um mosteiro, a um palácio de rei).

Eis alguns documentos a propósito:
Teodulfo, bispo de Orléans no séc. VIII, promulgou a seguinte lei:
"Os sacerdotes mantenham escolas nas aldeias, nos campos; se qualquer dos fiéis lhes quiser confiar os seus filhos para aprender as letras, não os deixem de receber e instruir, mas ensinem-lhes com perfeita caridade. Nem por isto exijam salário ou recebam recom­pensa alguma, a não ser por exceção, quando os pais voluntaria­mente a quiserem oferecer por afeto ou reconhecimento" (Sirmond, Concilia Galliae II 215).

Este decreto passou verbalmente para as legislações eclesiásticas da Inglaterra. Freqüentemente os concílios regionais dos séc. VIII/IX repetiram semelhantes normas. O III concílio ecumênico do Latrão em 1179, por sua vez, lavrou o seguinte cânon:

"A Igreja de Deus, qual mãe piedosa, tem o dever de velar pelos pobres aos quais pela indigência dos pais faltam os meios suficien­tes para poderem facilmente estudar e progredir nas letras e nas ciências. Ordenamos portanto que em todas as igrejas catedrais se proveja um benefício (rendimento) conveniente a um mestre, en­carregado de ensinar gratuitamente aos clérigos dessa igreja e a to­dos os alunos pobres" (cân. 18, Mansi XXII 227s).

O IV concílio ecumênico do Latrão (1215) renovou este decreto.
Também o ensino superior na Idade Média se ministrava por iniciativa, ou ao menos sob a tutela, de bispos e príncipes cristãos. As primeiras Universidades foram fundadas por volta de 1100. Constituem uma das criações mais originais e valiosas da Idade Média: no período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham sua escola — o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta na Idade Média reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos focos de erudição. 

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, línguas, artes, ciências, Filosofia e Teologia.
 
Em 1200 Bolonha contava dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses, germanos, etc). O Papa Clemente V no concílio de Viena em 1311, mandou que se ins­taurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc), o que em breve foi exe­cutado em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

Poder-se-iam multiplicar dados deste gênero. Estes, porém, já dão a ver que a Idade Média não foi alheia à cultura, justamente em virtude da influência da Igreja que nela se exer­ceu.

2. E' preciso, porém, reconhecer uma particularidade da ciência medieval: os homens da época careciam do aparato técnico necessário a experiências e investigações precisas; o seu horizonte geográfico e astronômico também era bastante restrito. Sendo assim, a ciência medieval era levada não raro a julgar os fenômenos segundo a sua aparência e pouco habilitada a exercer o senso crítico. Outra conseqüência da penúria de meios de observação é que os cientistas medievais procediam por dedução mais do que por indução; não podendo formular as leis da natureza na base de experiências exatas físico-químicas, os medievais as formulavam recorrendo a princípios es­peculativos, abstratos, dos quais julgavam poder deduzir a ex­plicação dos fenômenos da natureza. 

Este trabalho, porém, era em alta escala sujeito a erro: os medievais não raro julgavam (e nisto se enganavam) que a Bíblia Sagrada podia ser utilizada para elucidar não somente questões teológicas, mas também temas de ciências profanas, de sorte que, na falta de outros critérios, apelavam para a Escritura a fim de resolver problemas de ordem biológica, astronômica, etc. (haja vista o que ainda no séc. XVII se deu no caso "Galileu", do qual trata "Pergunte e Responderemos" n.° 4/1958 qu. 12).

Deve-se sublinhar que tal atitude se devia em grande parte à falta de instrumentos precisos para a investigação da nature­za (falta bem compreensível na Idade Média, já que o homem só aos poucos progride na conquista do mundo que o cerca). 

Não seria justo dizer que os cristãos medievais tinham medo da ciência empírica e que as autoridades eclesiásticas travavam os estudos a fim de evitar conflitos de ciência e fé; entre os pioneiros dos avanços científicos medievais contam-se eclesiásticos, monges e cristãos de valor, como Sto. Alberto Magno O.P., Rogério Bacon O.F.M., João Peckam O.F.M. (arcebispo de Cantuária), Dietrich de Freiberg O.P.. Jordão Nemorário, Gui­lherme de Moerbeke O.P... .
Muito significativo é um dos últimos depoimentos sobre o assunto, proferido em 1957 por um grupo de estudiosos que, sem intenção confessional alguma, escreveram a história da ciência antiga e medieval:
“Parece-nos impossível aceitar a dupla acusação de estagnação e esterilidade levantada contra a Idade Média latina. Por certo a herança (cultural) antiga não foi totalmente conhecida nem sempre judiciosamente explorada;... mas não é menos verdade que de um século para outro — mesmo de uma geração a outra dentro do mesmo grupo — há evolução e geralmente progresso. 

A Igreja... na Idade Média salvou e estimulou muito mais do que freiou ou desviou. Por isto, embora só queira apelar para a Antigüidade, a Renascença é realmente a filha ingrata da Idade Média" (La science antique et médiévale, sous Ia direction de René Taton, Presses Universitaires de France. Paris 1957, 581s).
Em particular com referência ao fato de que só a partir de fins do séc. XIII se começaram a fazer dissecações e observações em cadáveres humanos, dizem os mencionados estudiosos:

"Como quer que seja, não se poderia aceitar a opinião um tanto simplista segundo a qual a Igreja teria sido a grande responsável da estagnação dos estudos de anatomia" (ibd. 580).

Estes testemunhos tão insuspeitos levam a concluir que as crenças cristãs dos homens medievais não prejudicaram a cultura humana, antes a favoreceram, apesar das conseqüências errôneas que em matéria de ciências os medievais julgavam por vezes dever deduzir da sua fé. Dê o observador muito maior atenção a outra faceta da cultura medieval: a capacidade humana de especulação filosófica parece ter atingido então o auge da sua clareza e agudez, criando as famosas Sumas de ló­gica, ontologia, metafísica da Idade Média.
Estas obras, continuando as dos grandes pensadores gregos (principalmente de Aristóteles), até hoje são monumentos perenes, não ultrapassa­dos, da cultura humana. E', sem dúvida, este aspecto positivo que merece preponderância numa apreciação objetiva da Idade Média.
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Reflexão Sobre a Desobediência Civil

14:46:00


"A man for all seasons", título original de "o homem que não vendeu sua alma", é uma peça de teatro escrita em 1954 e que ganhou adaptação cinematográfica em 1966 e 1988. A obra conta a história real de Sir Thomas More, o santo católico patrono dos chefes de estado e que costuma ser lembrado hoje em dia como o autor de "Utopia", que inaugurou o gênero literário de utopias/distopias, tão populares hoje em dia.

Os trechos selecionados neste vídeo vêm do filme de 1966 e tratam do tema ancestral da relação do homem com as leis e os limites que as leis do homem devem ter quando confrontadas com as leis da natureza e as leis de Deus. E, mais que isso, qual deve ser a conduta do homem bom, justo e consciente quando se vê diante desse conflito.
WWWWWWWWWWWWWWWWW

Hoje em dia, muitos autores e entusiastas do liberalismo/libertarianismo pregam a desobediência civil como uma ferramenta tipicamente revolucionária, como mais uma arma em seu arsenal anti-estatista.

Acredito que seja uma visão equivocada. A desobediência civil não deve ser buscada como uma forma de autoafirmação, mas deve ser admitida quando as circunstâncias da situação não permitem que nossa consciência possa se apaziguar de outra forma.

Como a filha de Thomas More, devemos suplicar a nós mesmos que não nos tornemos mártires em uma guerra imaginária, mas como o próprio Thomas More, devemos admitir a hipótese de sacrifício por meio da desobediência quando a alternativa for pior: a perda de nossa alma, a perda de nossas convicções mais íntimas, a perda do alicerce de nosso ser.

Aquele que se rebela por se rebelar, que faz arruaça e grita ao mundo "olhem como sou rebelde" não passa de uma criança buscando atenção. Coisa de rapazolas invadindo a sala do reitor da universidade ou de mascaradinhos quebrando vidraça de banco. Quando pegos, são os primeiros a se fazerem de coitadinhos, choramingando por ajuda de terceiros.

A desobediência civil não deve servir a esse tipo de causa superficial e infantil, como propaganda política de nível mais rasteiro.

Não é à toa que muitos dos grandes mártires da história defendiam causas conservadores, intimamente costuradas à própria essência de suas pessoas.

É no exemplo dessas pessoas que os liberais devem se espelhar quando falam de desobediência civil, não no exemplo patético do radicalzinho de esquerda.

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O governo não pode salvar a economia

12:57:00
Pode algo ser gerado do nada?

Pode um aumento na demanda por bens de consumo levar a um aumento na produção total, em uma quantidade múltipla do aumento dessa demanda, como sugerem Keynes e Krugman?  Se isso for possível, então a conclusão lógica é que algo útil pode ser gerado do nada.

Quando um padeiro aumenta sua demanda por bens e quer satisfazê-la, ele precisa ter os meios de pagamento (isto é, pães) com os quais irá pagar pelos bens e serviços que deseja.  Por exemplo, o padeiro adquire cinco tomates pagando em troca oito pães que ele poupou.  Da mesma forma, o sapateiro satisfaz sua demanda por dez tomates pagando em troca um par de sapatos que ele poupou.  O cultivador de tomates satisfaz sua demanda por pães e sapatos com os quinze tomates que ele poupou.

Um aumento na oferta de bens de consumo permite um aumento na demanda por bens.  Assim, quando o padeiro aumenta sua produção de bens, isso irá permitir que ele aumente sua demanda por outros bens.  Nesse sentido, o aumento na produção e oferta de bens gera a demanda por bens.  Vale enfatizar novamente que as pessoas produzem com o objetivo de poderem, com sua produção, demandar bens que irão sustentar sua vida e seu bem-estar.

O que permite a expansão na oferta de bens de consumo é o aumento na quantidade de bens de capital, de ferramentas e de maquinário.  O que, por sua vez, permite o aumento da quantidade de ferramentas e maquinário é a poupança real.  Podemos, assim, deduzir que o aumento no consumo deve estar em linha com o aumento na produção.  Disso podemos deduzir que um aumento no consumo não pode fazer com que a produção aumente em um múltiplo desse aumento no consumo.  Isso é algo que não faz sentido.  O aumento na produção sempre vai estar rigorosamente de acordo com o que o conjunto da poupança real permite.  Uma expansão da oferta monetária pode apenas rearranjar os fatores de produção (bens de capital, mão-de-obra etc.); ela não pode por si só aumentar a produção.  A produção não pode se expandir sem o suporte da poupança real — isto é, algo não pode surgir do nada.  Se uma expansão monetária "aumentou" a produção, é simplesmente porque havia poupança real disponível para tal.

Tudo isso, obviamente, significa que somente os geradores de riqueza podem desencadear uma expansão na riqueza real.





O governo não pode salvar a economia

Sempre que a capacidade de os geradores de riqueza produzirem poupança real é restringida, o crescimento econômico é prejudicado.  E não há quantidade de dinheiro que o governo jogue na economia que possa fazê-la crescer. (Novamente, o governo não pode criar poupança real, ele pode apenas retirar a atual poupança real dos geradores de riqueza.)

Quando o processo de geração de riqueza está prejudicado e as políticas fiscais e monetárias se mostram ineficazes em "reativar" a economia — como ocorre atualmente nos EUA —, vários economistas keynesianos, como Krugman, se apressam em sugerir que as leis da economia devem ter mudado.  Para eles, isso significa esquecer a análise lógica baseada nas leis essenciais da economia e começar a defender gastos maciços.

De acordo com Krugman,

        Estamos em uma época atípica, em que a intuição comum não mais se aplica.  Reativar a economia americana é a melhor coisa que podemos fazer, não apenas para o presente, mas também para o futuro e para nossos filhos.[4]

Se o conjunto da poupança real estiver solapado, adotar o conselho de Krugman — qual seja, implementar um maciço pacote de gastos governamentais — irá apenas piorar bastante a situação, e afundar a economia americana em uma depressão muito mais severa.  Se o conjunto da poupança real ainda estiver sólido, então não há necessidade de pacotes de estímulos: a própria poupança irá reativar a economia.

Conclusão

Não obstante o maciço pacote de estímulos fiscais (US$ 800 bilhões) implementado no ano passado, a economia americana continua letárgica.  Vários indicadores econômicos, após terem apresentado uma breve reação, já voltaram a apresentar um visível enfraquecimento.  Muitos especialistas, inclusive o presidente Barack Obama, são partidários da ideia de que um pacote fiscal mais arrojado irá resolver a situação.  Nossa análise, entretanto, indica que um estímulo fiscal não apenas não pode reativar a economia, como também irá piorá-la sobremaneira.

O elemento chave tanto para uma recuperação quanto para um crescimento econômico sustentável é a formação de poupança real.  Essa formação pode ser feita apenas por geradores de riqueza, e não por gastos governamentais, os quais apenas debilitam o processo de formação de riqueza.
Continua aqui.
Milton Friedman - Redistribuição de riqueza  
 Walter Williams - Egoísmo e as futuras gerações
O governo pode criar empregos? Muitas pessoas vem falado sobre "criar empregos" ultimamente, especialmente os políticos. Mas o governo é o melhor criador de trabalhos? E criar empregos é o melhor para economia? O professor Steve Horwitz explica a diferença entre criar trabalho e criar riqueza. Criar trabalho é relativamente fácil, mas a maior parte do progresso econômico é feito quando eliminamos trabalho que é desnecessário. Essa leva a um pouco de desemprego, mas as alternativas são piores. Para prevenir o desemprego transacional que as novas tecnologias geram, nós teríamos que a inovação, o crescimento e a redução da pobreza. TAGS:"keywords" content="O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia, O governo não pode salvar a economia
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Mais governo igual a mais corrupção

04:30:00
O investidor Doug Casey e o economista Thomas Woods mostram nesta entrevista que o governo não é apenas desnecessário, mas também altamente nocivo à sociedade.

https://twitter.com/revistacalibre
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Principais Diferenças Entre Capitalismo e Socialismo

04:07:00


O capitalismo e o socialismo correspondem a dois tipos distintos de sistemas político-econômicos. Antes do declínio da União Soviética existia o mundo bipolar, no qual havia duas potências mundiais, uma representava a ideologia do socialismo (União Soviética) e a outra, o capitalismo (Estados Unidos), ambas apoiadas por outros países que se identificavam com os respectivos sistemas.
O socialismo tem como base a socialização dos meios de produção, o bem comum a todos e a extinção da sociedade dividida em classes.

Ex. Você tem uma grande idéia para iniciar um negócio no ramo do Surf ou um novo modelo de skate.
O produto que você vai vender, assim como o lucro é dividido com todo mundo. Mesmo, com aquelas pessoas que não trabalham diretamente no seu negócio.   

Empresa holandesa cria híbrido de carrinho de bebê e skate


Já o capitalismo tem como objetivo principal a acumulação de capital através do lucro.

Ex. Você tem uma grande idéia para iniciar um negócio no ramo do Surf ou um novo modelo de skate. O produto que você vai vender, vai  gerar lucros você vai precisar contratar vendedores e uma equipe para produzir mais, vai automaticamente distribuir uma parte de seu lucro. Mas, o produto continua sendo sua propriedade privada ao contrario do socialismo que seria de todos.


Hoppe também explica "a condição prévia necessária para o surgimento do conceito de propriedade": escassez.

Se todos os bens fossem superabundantes ou "gratuitos", não haveria possibilidade de ocorrer disputa ou conflito, nem a necessidade de existir direito de propriedade.

Sem o direito de propriedade, não faria sentido haver contrato; ninguém seria dono de nada (porque não haveria necessidade) e a ideia de permitir, dar ou vender as coisas também não faria sentido. [Hans-Hermann Hoppe - UMA TEORIA DO SOCIALISMO E  DO CAPITALISMO]



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As Mentiras da Reforma Protestante

07:20:00





A mentira: a Reforma Protestante foi necessária, pois a Igreja Católica estava inteiramente corrompida por imoralidade e falsa doutrina.

A mentira apresentada neste capítulo, assim como outras mentiras históricas, já foi refutada por pesquisas de estudiosos católicos e não católicos. O problema é que a pesquisa erudita, cuidadosamente conduzida e amparada por numerosas notas de rodapé não é muito atrativa ao leitor comum. Há, no entanto, algumas obras sobre o assunto – de protestantes e católicos, - que são de leitura mais fácil e expõem o tema de modo imparcial. Algumas serão mencionadas neste capítulo, outras estão incluídas na bibliografia indicada no Apêndice 2.
Para resumir, a versão popular desta mentira é a seguinte: A reforma era inevitável. (Até mesmo o historiador de arte Sir Kenneth Clark, em sua série de filmes Civilisation, diz, “ela tinha que vir”). No século XVI, a situação na Igreja Católica era intolerável e alguém tinha de fazer alguma coisa. Felizmente, apareceram benfeitores da humanidade como Martinho Lutero, João Calvino e Henrique XVIII, dispostos a cumprir a tarefa de purificar o cristianismo que, há séculos, vinha sendo corrompido pela ganância e superstição dos católicos.

O clero católico era ignorante e moralmente corrupto; vivia em concubinato ou até mesmo em libertinagem e vendia indulgências pelos pecados (ver as cartas dessas indulgências em Contos de Cantuária [ Lisboa, Publicações Europa-América, 1992], de Geoffrey Chaucer). Os mosteiros eram fossas de iniqüidades. Nos níveis mais altos, os clérigos compravam e vendiam seus cargos e influências políticas e eclesiástica. Os papas levavam vidas imorais, em grande luxo, preocupados principalmente com questões políticas. Viviam como príncipes mundanos. Os leigos eram miseráveis ignorantes, prejudicados pelos dízimos e tributos infligidos pelo clero e devotos de superstições que lhes eram ensinadas sobre o pretexto de doutrina. Dificilmente poderiam viver como seres humanos racionais, em razão da sua preocupação com relíquias e com pós-morte e de práticas arcaicas como a Missa.
Entretanto, a corrupção da Igreja era mais evidente na sua doutrina. A vida dos sacerdotes não apenas não se assemelhava em nada à vida dos apóstolos, mas o que eles ensinavam não se baseava nas Escrituras. Indulgências, por exemplo, certamente não estão na Bíblia; todavia, foram uma grande fonte de lucro para o clero corrupto. A Igreja Católica como um todo, com sua misteriosa liturgia, sacramentos mágicos e doutrinas incompreensíveis, não tinha semelhança alguma com aquelas simples comunidades cristãs sobre as quais lemos na Bíblia. Já que, então, a Igreja Católica era incapaz de reformar a si mesma – o concílio chamado de reformista, realizado no século XVI (Quinto Concílio de Latrão) não realizou absolutamente nada -, era o momento de os cristãos devotos, que sabiam o que significava o verdadeiro cristianismo, iniciarem uma mudança radical e uma limpeza completa.

Essa é a história da grande Reforma contada pelos protestantes. Como escreveu um historiador protestante francês, E. G. Leonard, em The Reformation: Revival or Revolution, editado por W. Stanford Reid:
“(...) os protestantes afirmaram por muito tempo, e ainda o fazem ocasionalmente, que a Reforma foi uma reação contra a falta de moral dos padres e os abusos do papado; essa visão baseia-se em um escrito tardio de Lutero, no qual ele afirma que sua revolta começara a partir do momento em que, durante sua visita a Itália, descobriu o horror das práticas vergonhosas de Roma.”
Will Durant, no volume sobre a Reforma da sua obra História da Civilização, aproveita a oportunidade para pintar uma imagem sensacionalista de corrupção generalizada dentro do clero e ainda acrescenta, de maneira maliciosa e astuta,
“precisamos ser justos com aqueles padres luxuriosos e levar em conta que o concubinato sacerdotal não era devassidão, mas sim uma rebelião quase geral contra a regra do celibato, imposta pelo papa Gregório VII a um clero que não a queria.”
Ele chama o celibato de “uma regra arbitrária desconhecida dos apóstolos e do cristianismo oriental”.

Jack L. Arnold, do Third Millenium Ministers, resume de forma sucinta em seu website[1] a descrição convencional do protestantismo evangélico sobre a Era da Reforma:
“A Igreja Católica Romana estava teologicamente doente e sua teologia havia gerado uma corrupção atroz. Estava espiritualmente exausta, debilitada e quase sem vida. Roma se afastara dos ensinamentos da Bíblia e estava mergulhada em heresia.”
Em outro site, www.justforcatholics.org, lemos sobre aquela época: “a Igreja Católica desceu ao fundo dos infernos em matéria de corrupção, ganância, superstição, arrogância e imoralidade”.

Essa visão parece estar consolidada de tal modo na psique moderna que se torna imune a qualquer relato diferente. E não são apenas os interessados em perpetuar as 33 mil ou mais seitas que foram criadas desde a Reforma, todas trazendo o selo “cristão”, que continuam a papaguear a coleção de mentiras listadas anteriormente. Até mesmo trabalos acadêmicos são frequentemente contaminados. Isso levou um crítico literário, ao analisar os melhores estudos recentes sobre a Reforma (The European Reformation, do professor Euan Cameron), a observar que: “é revigorante encontrar uma obra que não comesse com a premissa de que o protestantismo era inevitável ou até mesmo desejado pelos leigos.”

Quanto aos pastores e fiéis das seitas protestantes, eles estão naturalmente predispostos a aceitar a versão da História que lhes é ensinada por seus livros e semináros e, depois, transmitirem-nas ao seu rebanho. Anos atrás, perguntei a uma aluna minha onde ela havia aprendido uma determinada mentira sobre a Igreja, que escrevera em um trabalho, e ela respondeu que fora na escola dominical. Expliquei-lhe pacientemente os fatos, mas foi em vão. Da mesma maneira que muitos protestantes, ela simplesmente “sabia” que a Igreja Católica estava corrompida antes de Lutero e companhia, e as provas em contrário simplesmente entravam por um ouvido e saíam pelo outro.

Suponho que muitos protestantes se prendem a essa idéia porque ela justifica a sua existência. Se a Igreja Católica não fosse (e continua sendo, é claro) tão corrupta e maléfica, qual seria a razão para se criar novas igrejas? Os secularistas, naturalmente, alegram-se em comprar qualquer versão da História que denigra a Igreja. Em razão do estreitamento mental dessas pessoas, o estudo imparcial da Igreja Católica pré-Reforma é muito raro.

E quanto aos católicos? Aqui, a situação é também muito ruim. Os mitos reformistas são parte da cultura americana, e apenas uma minoria de católicos não foi afetada por eles. A má formação também tem culpa: vinte anos atrás, quando eu havia começado a dar aulas, alguns de meus alunos católicos diziam ter aprendido mais sobre religião comigo que nas escolas católicas ou em aulas de educação religiosa. E eu acredito neles; a qualidade da catequese e educação histórica nas escolas católicas e outras instituições passaram por um declínio abissal nos anos 1960 e ainda apresenta um nível muito irregular. Os católicos de hoje estão dispostos a acreditar em qualquer bobagem sobre a Igreja que encontrem em livros didáticos, na mídia ou no ar que respiram.

Se, portanto, protestantes e católicos compram as mesmas mentiras sobre a Reforma, o que podemos fazer? Primeiramente, devemos ter certeza de que conhecemos os fatos. Em seguida, precisamos entender a razão pela qual poucos avanços são feitos na luta contra as mentiras da História – não somente nessa questão – e tentar lidar de maneira caridosa com os obstáculos que encontramos.

O fenômeno complexo conhecido por Reforma não veio do nada. Foi precedido por mil e quinhentos anos de civilização cristã, desde as primeiras comunidades de fiéis dentro do Império Romano, passando pela lenta conversão da Europa bárbara, até chegar à desenvolvida civilização da Idade Média. Como discutimos anteriormente, o período medieval viu o esplêndido desenvolvimento da cultura, da educação, dos serviços sociais, das instituições políticas e econômicas, e contou com grande número de santos que atuaram em diversos âmbitos da vida. *



Os conturbados séculos que precederam a Reforma
Os dois séculos anteriores ao século XVI, o século da Reforma, foram pontuados por desastres de vários tipos. A Guerra dos Cem Anos havia minado a energia de duas grandes potências, Inglaterra e França. Havia devastado particularmente a França, outrora o centro do pensamento e cultura europeus. Mudanças climáticas no começo do século XIV trouxeram penúrias deliberantes, e a estas se seguiu a grande pandemia famosa até os tempos modernos: a Peste Negra, que trouxe consigo discórdia social e declínio moral. De acordo com um cronista da época, após a praga seguiu-se uma baixa na qualidade (assim como na quantidade, em muitos locais) do clero e os religiosos. Conforme a doença se espalhava, os padres e os religiosos, bondosos e dedicados, cuidavam dos doentes e enterravam os mortos – contraindo assim a doença e morrendo logo depois. Os não tão dedicados, no entanto, fugiram para áreas isoladas, onde conseguiam sobreviver. Eles retornaram quando a praga havia acabado para ocupar a vaga deixada pelos padres heróicos que haviam morrido.
O papado também passou por crises sucessivas durante aquele período negro. Primeiro foi a amarga disputa entre o papa Bonifácio VIII – que não foi um exemplo brilhante de pontífice – e a coroa francesa, sobre a tributação do clero, o que levou a um confronto entre o papa, uma delegação francesa e um grupo de inimigos políticos italianos do papa. Qual deles (provavelmente os italianos) realmente colocou as mãos no velho pontífice e o agrediu no escritório de sua casa de férias? Não se sabe, mas ele retornou a Roma muito abalado e morreu pouco tempo depois do incidente. O papa seguinte, um francês, nunca saiu da França e estabeleceu a corte papal em Avignon, onde ela permaneceu por quase setenta anos. A mudança fazia sentido por certos ângulos, mas não havia como fugir do fato de que esse sucessor de Pedro havia deixado Roma; a cristandade estava escandalizada. (Lembre-se de que a guerra, a praga e a desagradável mudança climática ocorriam na mesma época).
Em Avignon, o governo da Igreja foi muitas vezes dirigido com eficiência, mas a situação anômala impediu a realização de grandes planos como a convocação de um concílio para lidar com os formidáveis problemas da época. Como observa o historiador Christopher Dawson, em The Dividing of Christendom, a eficiência do sistema de tributação implantado pelo papado de Avignon andou de mãos dadas com o declínio de seu prestígio e poder dentro da cristandade, pois o papado aumentava escandalosamente sua riqueza e crescia em secularismo. Por fim, em grande parte por causa do “puxão de orelhas” (palavras do papa) de Santa Catarina de Sena, o papa Gregório XI retornou a Roma, em 1337. Agora a vida e a atividade da Igreja poderiam voltar ao normal – exceto pelo fato de que a guerra ainda estava em curso, os turcos invadiam as regiões costeiras e o deslocamento do papado continuava a afetar muitas áreas da vida européia.
A volta à normalidade não ocorreu. O papa morreu logo após o retorno a Roma, e o papa eleito em seguida foi rapidamente rejeitado por um grupo de cardeais – que tinha segundas intenções -, após terem visto o tipo de reformista rígido que ele seria. Eles decidiram que não o queriam e elegeram outro papa. Assim, começou o Grande Cisma do Ocidente, que continuou até o século seguinte, produzindo dois e, por vezes, três demandantes do trono papal, cada um com suas próprias cortes e grupos de cardeais. Poucos na Europa sabiam quem era o verdadeiro papa e havia santos em lados opostos da disputa. Além do mais, como observa Dawson, o escândalo do papado de Avignon não fora eliminado; pelo contrário, era duplicado ou até triplicado, dependendo do número de cortes “papais” que existissem ao mesmo tempo.



No início do século XV, a situação deu sinais de melhora. A Guerra dos Cem Anos terminou com Joana d’Arc ajudando a expulsar os ingleses e com a vitória dos franceses após a morte dela (os ingleses voltaram para casa, a fim de iniciar a Guerra das Rosas), e o Concílio de Basiléia finalmente acabou com o Cisma do Ocidente. Alguns membros do concílio, no entanto, começaram a argumentar que, por terem resolvido o problema dos reis papas (ao escolher um deles), o concílio era agora a autoridade última da Igreja: essa foi a heresia do conciliarismo. Demorou para que fosse eliminada. O Concílio de Basiléia também teve de lidar com o movimento herético que estava em curso na Boêmia, resultado das pregações do reformador João Huss, que, por sua vez, fora influenciado pela heresia do teólogo inglês John Wycliffe.
Não surpreende o fato de os papas seguintes, novamente em Roma e tentando retornar à normalidade, terem preferido lidar, em especial, com questões locais, particularmente a tentativa de recuperar e governar os territórios da Santa Sé, o que fazia parte da sua tarefa de líderes italianos. 

Seduzidos pelas glórias da Alta Renascença e sua cultura mundana, eles queimaram críticos severos como Girolamo Savonarola, e mesmo com seus expendidos corpos diplomáticos não estavam tão conscientes quanto seus predecessores medievais a respeito do que estava sendo fermentado na Alemanha, Boêmia, Inglaterra e na própria Itália.

E quanto as condições dos leigos católicos na maioria da Europa, durante os anos anteriores à reforma? Não é claro como a vida dos católicos foi afetada pelo Cisma do Oriente. Certamente, a liderança e os serviços sociais fornecidos pelas dioceses locais sofreram com o fato de que, durante muitas décadas, ninguém sabia com certeza quem era o verdadeiro papa. Instituições paralelas eram por vezes montadas por requerentes rivais ao trono papal, mas a falta de unidade deve ter comprometido a operação eficiente de todas essas instituições de educação e bem-estar, que estavam entre as grandes conquistas estabelecidas pela Igreja. 

Tal como no período negro do século X, os católicos na Europa pré-Reforma reclamavam da ignorância e imoralidade de muitos padres, da influência demasiada de autoridades políticas em assuntos da Igreja, da mundanidade de boa parte do alto clero (que estava apenas imitando alguns papas) e da falta de continuidade da reforma. Para a maioria, as coisas não haviam chegado ao ponto em que estavam no século X, mas a crescente alfabetização e a invenção da máquina de impressão, na metade do século XIV, permitiram que a discórdia se espalhasse mais amplamente. Enquanto isso, havia hereges individuais propagando seu próprio tipo de “reforma”, líderes políticos locais que desejavam controlar as finanças eclesiásticas e a tendência dos monarcas a se libertarem das restrições impostas pela Igreja (por vezes, de maneira abusiva, deve-se admitir) sobre suas ações.
Essas eram queixas constantes, como também as reclamações sobre os pesados dízimos e outras taxas que várias instituições da Igreja arrecadavam dos fiéis. É possível que circunstâncias como a Peste Negra e as revoltas subseqüentes tenham, de fato, aumentado a necessidade da Igreja por dinheiro, a fim de atender à crescente demanda de serviços de bem-estar, mas isso não foi culpa da Igreja ou dos leigos.
 

A despeito de todos esses problemas, no período pré-Reforma ainda haviam santos, incluindo Santa Catarina de Sena, Santa Brigite da Suécia e o grande pregador São Vicente Ferrer. Se houve um santo para a época, foi Vicente. Durante mais de vinte anos ele cruzou toda a Europa, pregando e lutando por almas. Chama a si mesmo de “o Anjo do Julgamento” e advertia que o fim do mundo viria caso as pessoas não se arrependessem de seus pecados. Muitos se converteram durante as suas pregações. 

Nesse período, instituições da Igreja ainda cuidavam dos pobres e doentes e educavam os mais jovens nas escolas. Os sacramentos ainda eram ministrados por padres que, no geral, faziam seu trabalho adequadamente, mesmo que não fossem tão letrados quanto deveriam. Pregadores de ordens monásticas ainda atuavam e, se trapaceiros eclesiásticos, como o Pardoner de Geoffrey Chaucer, tentavam vender indulgências e outros favores espirituais aos ingênuos, isso não era algo novo na História.

FONTE- livro "Sete mentiras sobre a Igreja Católica" da historiadora Diane Moczar, editora Castela.





POR; Diane Moczar
Sobre a autora: Diane Moczar, ph.D, ensina História na Nothern Virginia Community College. Entre as suas obras, destacam-se: Islam at the Gates, sobre a guerra da Europa contra os turco-otomanos, e Ten Dates Every Catholic Should Know.
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Proclamação de Anistia e Perdão Concedida a todos os indivíduos com ascendência europeia - Considerando que europeus mantiveram meus antepassados em cativeiro e trabalhando sem pagamento por três séculos, - Considerando que os europeus ignoraram as garantias de direitos humanos da Declaração de Independência e da Constituição dos Estados Unidos, - Considerando que a Proclamação de Emancipação, a Décima Terceira e Décima Quarta emendas significaram pouco mais que palavras vazias, Então os americanos com ascendência europeia são culpados por crimes contra meus ancestrais Mas, reconhecendo que os próprios europeus foram vítimas de variadas violações dos direitos humanos, tal como a Conquista Normanda da Inglaterra, a Grande Fome da Irlanda, o Declínio da Dinastia Habsburgo, as aventuras czaristas e napoleônicas, além de insultos gratuitos e especulações sobre a inteligência dos descendentes de poloneses, Eu, Walter W. Williams, declaro anistia e perdão gerais e irrestritos a pessoas de ascendência europeia tanto por suas queixas quanto pela escravidão que praticaram contra o meu povo. Portanto, de hoje em diante os americanos com ascendência europeia podem ficar tranquilos, cientes de que estão livres de qualquer culpa e desobrigados de agir como idiotas simpáticos quando se relacionam com americanos de ascendência africana. Walter W. Williams, generoso outorgante

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