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sábado, 3 de janeiro de 2015

Morto no chão e a galera continuou dançando.

A morte de Douglas Alves Meira, 23 anos, assassinado a tiros durante a virada do ano, na frente do bar Sky Beach, na praia do Estaleirinho, seria mais um dado para as estatísticas, não fosse a forma como ocorreu. Segundo informações de testemunhas, ele estava comemorando o ano novo quando levou dois tiros no peito e um na cabeça. O cara morreu na hora. O estarrecedor é que a festa continuou.

Eram quase cinco da madruga do primeiro dia de 2015 e os frequentadores da balada fizeram que nem era com eles. Cobriram o corpo e seguiram curtindo.
Um homem moreno seria o assassino. Ele teria fugido pela praia, e não foi mais visto. A polícia Militar chegou logo depois e ouviu algumas testemunhas. Rondas foram feitas pra ver se encontravam o atirador, mas sem sucesso. O corpo foi recolhido pelo instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú.
A polícia Civil, responsável pela investigação, levantou que Douglas nasceu em Goiás, morava em Curitiba (PR) e tinha passagem por receptação em Joinville.
O tradutor juramentado Tim Martin Stohrer, morador do Estaleirinho, ficou assustado com a facilidade com que o homem armado se infiltrou entre as barracas da festa, matou e saiu sem ser incomodado. “Precisamos dar um basta nessas baladas que só trazem drogas, mortes e outras desgraças às belíssimas praias agrestes de Balneário Camboriú”, avalia.

Ninguém deu bola
Um dos policiais que esteve na cena do crime manifestou sua indignação diante do descaso das pessoas que curtiam a festa. “Estou completando 24 anos de serviço e o que me impressionou foi o descaso das pessoas que se utilizam dos mais variados tipos de entorpecentes. O corpo foi ignorado pelas pessoas que festavam no local. Apenas cobriram e continuaram dançando ao redor como se aquele ser não estivesse ali. Já vi de tudo, porém a cena chocou até mesmo os mais experientes. Onde vamos parar? Que valor se dá para vida do ser humano? E aí dizem que nós, os policiais, somos frios, somos brutos”, desabafou o tira, que pediu pra não ser identificado.
Para o comandante do 12º batalhão da polícia Militar, tenente-coronel Marcello Martinez Hipólito, a reação de quem estava na festa foi péssima. Avalia ele:
“As pessoas estão insensíveis para a violência. Isso é preocupante, pois deveriam ficar indignadas, chocadas”
O historiador professor-doutor José Bento Rosa da Silva, atualmente estudando, em Toulouse, França, acredita que há um mal-estar na civilização. “Freud preveu isso para o século 19 e eu diria que há um mal-estar na globalização. A indiferença com o que está se passando ao nosso lado se manifesta no cotidiano: é mais emocionante fazer um selfie do acontecimento do que socorrer a vítima ou punir o infrator”, avalia. 
Para Bento, a espetacularização da vida e da morte talvez seja uma das lições que se pode tirar deste crime bárbaro e do comportamento dos que lá estavam se divertindo e assim continuaram, talvez fazendo piadas e postando a cena nos facebooks.

Para a bacharel em Direito e presidente da associação de Moradores da Praia do Estaleiro, Claudineia Wolff (Zezé), o desabafo feito pelo agente de segurança diante foi assustador. “A violência está presente no dia a dia de todos, e por consequência não comove mais. 

O senso de respeito ao próximo está sendo substituído pelo egoísmo, todos buscando o seu prazer para atender suas vontades. É lamentável que nossa sociedade tenha chegado a tal ponto, de ficar indiferente, ver um ser humano morto e continuar dançando ao lado. É surreal e deprimente”, lamenta.

FONTE: DIARINHO 


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