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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Não existe “caminho das pedras”

Durante quarenta anos, os brasileiros deixaram, sem reclamar, que seu país se transformasse no maior consumidor de drogas da América Latina; deixaram que suas escolas se tornassem centrais de propaganda comunista e bordéis para crianças; deixaram, sem reclamar, que sua cultura superior fosse substituída pelo império de farsantes semi-analfabetos; deixaram, sem reclamar, que sua religião tradicional se prostituísse no leito do comunismo, e correram para buscar abrigo em pseudo-igrejas improvisadas onde se vendiam falsos milagres por alto preço; deixaram, sem reclamar, que seus irmãos fossem assassinados em quantidades cada vez maiores, até que toda a nação tivesse medo de sair às ruas e começasse a aprisionar-se a si própria atrás de grades impotentes para protegê-la; deixaram, sem reclamar, que o governo tomasse as suas armas, e até se apressaram em entregá-las, deixando suas famílias desprotegidas, para mostrar o quanto eram bonzinhos e obedientes.

Depois de tudo isso, descobriram que os políticos estavam desviando verbas do Estado, e aí estrilaram, num grito de revolta: “Não! No nosso rico e santo dinheirinho ninguém mexe!”. Esse é o senso nacional de justiça.
Quem pode seriamente acreditar que Deus está do lado desse povo em sua “luta contra a corrupção”?


E quem pode levar a sério uma causa que não busca, em primeiro lugar, o apoio de Deus?As pessoas queixam-se de que suas passeatas, seus protestos, não surtem efeito. Mas NADA que não tem força interior surte efeito jamais.
 

Foi por isso que, mais de vinte anos atrás, concluí que só havia um meio — difícil e trabalhoso, mas realista — de mudar para melhor o curso das coisas neste país. Era preciso seguir, “sem parar, sem precipitar e sem retroceder”, como ensinava o Paulo Mercadante, as seguintes etapas:
 

1. Sanear a cultura superior, treinando jovens para que pudessem produzir obras à altura daquilo que o Brasil tinha até os anos 50-60 do século passado.
 

2. Higienizar, assim, o mercado editorial e a mídia cultural, criando aos poucos um novo ambiente consumidor de alta cultura e saneando, dessa maneira, os debates públicos.
 

3. Sanear a grande mídia, mediante pressão, boicote e ocupação de espaços.
 

4. Sanear o ambiente religioso —católico e protestante.
 

5. Sanear, gradativamente, as instituições de ensino.
 

6. Por fim, sanear o debate político.
 

Não existe “caminho das pedras”. Ou se percorrem todas essas etapas, com paciência, determinação e firmeza, ou tudo não passará de uma sucessão patética de ejaculações precoces.
 

Quanto ao ítem número um, não se impressionem com os apressadinhos que, tendo absorvido superficialmente alguns ensinamentos meus, já quiseram sair por aí, brilhando e pontificando, com a presunção de “superar o Olavo de Carvalho”. 
Esses são apenas a espuma, bolhas de sabão que o tempo se encarregará de desfazer. Tenho ainda uma quantidade muito maior de alunos bons e dedicados que continuam se preparando, em silêncio, para fazer o trabalho sério no tempo devido.

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