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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Como Combater a Agenda AntiFamilia

COMO COMBATER A AGENDA ANTIVIDA E ANTIFAMÍLIA [Titulo Original ]

Caríssimos amigos,
Com alegria, mais uma vez nos encontramos, para esse momento de oração, formação, reflexão, partilha de informações e experiências sobre a missão da defesa da vida e da família, que há 20 anos o papa S. João Paulo II nos exortou em sua encíclica Evangelium Vitae, a este “grande esforço por uma nova cultura da vida”1, enquanto ‘povo da vida e pela vida”2, isto porque, ele próprio mencionou, naquele profético documento, o combate entre uma “cultura da morte”3 e uma “uma cultura da vida”4, ele utiliza a expressão “conjura contra a vida”5, conjura esta também contra a família, que visa um desmonte civilizacional, um combate espiritual que vai se intensificando e se tornando cada vez mais dramático, a exigir mais de nós, a cada dia.

Diagnósticos da situação são feitos por grupos de estudos espalhados por várias partes do País, com farta documentação, especialistas mostrando as causas de tais ataques contra a vida e a família, mostrando como agem as forças econômicas, políticas e culturais por esta agenda antivida e antifamília, com pressupostos ideológicos que atentam contra a lei natural e a ordem moral objetiva,  agenda esta que denunciamos no congresso internacional em defesa da vida6, em 2008, realizado no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, promovido por vários grupos, dentre eles, a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família:

●  Denunciamos a implantação de uma cultura de morte que nos leva à perda do sentido da vida, dos valores éticos e direitos naturais, dos quais deriva todo o direito positivo.

Denunciamos a tentativa de descriminalizar e legalizar o aborto na América Latina.
Denunciamos a fraude no campo científico, a manipulação da linguagem e as autorizações estatais que permitem em nossos países a fabricação e a distribuição de fármacos aptos para matar seres humanos, desde suas primeiras horas de vida, como ocorre com a “pílula do dia seguinte”.
Denunciamos os programas estatais para liberar o aborto por via indireta, como as Normas Técnicas do Ministério da Saúde, que “autorizam” o aborto por mera declaração da interessada. 
Denunciamos a implantação de uma educação sexual escolar hedonista, propositalmente dissociada da idéia do matrimônio e da construção da família como seu fim natural e, em vez disso, centralizada na genitalidade, na ideologia de gênero e que promove o homossexualismo entre crianças e jovens.
Denunciamos as tentativas de implantar a eutanásia no País, por meio de resoluções de conselhos profissionais.”7
Naquele encontro, havíamos sintetizado esse processo, destas forças que agem contra a vida e família, dizendo que:
“● Desde os anos 80, por consenso estratégico, elaborado pelas grandes Fundações que promovem o aborto, as políticas de controle populacional têm sido apresentadas propositadamente camufladas sob a aparência de uma falsa emancipação da mulher e da defesa de pretensos direitos sexuais e reprodutivos, difundidos através da criação e doFINANCIAMENTO de uma rede internacional de organizações não-governamentais (ONGs) que promovem o feminismo, a educação sexual liberal e o homossexualismo.

Dissemos também que:
A Organização das Nações Unidas (ONU), desde a década de 1980, comprometeu-se com as políticas de controle populacional, que constituem, atualmente, um dos grandes pólos de suas ações. Através de seus comitês de monitoramento a ONU tem propositalmente fomentado o desenvolvimento de uma jurisprudência no campo do direito internacional pela qual tenciona-se preparar o reconhecimento do aborto como direito humano. Através de vários de seus órgãos e de suas agências, a ONU tem sido ainda um dos principais organismos internacionais promotores da legalização do aborto nos países da América Latina.
Os organismos internacionais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre outros, outorgam créditos para o desenvolvimento de nossas nações condicionando-os a metas políticas de controle populacional.

Vários países da União Européia estão implicados na difusão internacional do aborto e do controle populacional, destinando para isso importantes somas de dinheiro e usando sua influência política. 
A IPPF (Federação Internacional de Paternidade Planificada), que constitui a segunda OnG mais poderosa do mundo, depois da Cruz Vermelha Internacional, com suas filiais locais (no Brasil, a Bemfam), e seus organismos satélites, como o GPI (Grupo Parlamentar Interamericano de População e Desenvolvimento) e o IPAS, principal provedor de máquinas de sucção para abortos precoces e de cursos de capacitação em práticas de abortos para médicos, têm como objetivo respectivamente a implantação, nos países em desenvolvimento, da contracepção, esterilização, aborto e treinamento de profissionais da área da Saúde para a incorporação dessas práticas. 

Parlamentares, profissionais da área da Saúde, universitários, meios de comunicação social, a classe jurídica, têm sido pressionados e influenciados pelos promotores desta cultura de morte. 
Os governos, seja por omissão ou por cumplicidade, em sua maior parte têm cedido a estas pressões implantando programas ou políticas populacionais, ou mesmo, como no caso do Brasil, propondo a total e completa descriminalização do aborto, com o que a prática se tornaria legal durante todos os nove meses da gestação.”8

Esse foi o panorama que apresentamos naquele congresso, e de lá para cá, continuamos, com tantos outros grupos, buscando, de diversas formas, não apenas denunciar esta “conjura contra a vida”9, mas também evitar que esta agenda seja implantada, e reconhecida legalmente nas instâncias decisórias do pode público [foi com grande alegria e viva emoção que em 7 de maio de 2008, conseguimos, por 33×0 rechaçar o PL 1135/91, que visava legalizar o aborto no Brasil10), ou mesmo em 2014, rechaçar a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação11, ideologia esta que denunciamos com veemência naquele congresso, e que hoje há tantos grupos espalhados fazendo um trabalho de conscientização, evitando que tal ideologia seja incluída nos textos legislativos municipais de estaduais, etc.

De modo mais intenso, politicamente, aqui no Brasil esta agenda está sendo implementada pelo PT, de modo especial a partir do governo da Dilma Roussef [é claro que iniciada com Fernando Henrique Cardoso, que com recursos da Fundação Ford para as atividades do CEBRAP, aonde lá foram gestadas as estratégias de implantação da agenda, desde os primeiros passos da chamada “redemocratização”, etc.].

De maneira que a formação de grupos de estudos, de formadores de opinião, de capacitação de lideranças, principalmente, dentro da Igreja, com eventos como este de hoje, e tantos outros que estão sendo feitos, fazem parte deste esforço.

Mas é preciso mais.

E agora me refiro aqui à dimensão espiritual deste combate, porque a nossa motivação enquanto “povo da vida e pela vida”12 é a de evangelizadores, pois o que nos move, sinceramente, é o apelo feito por São Paulo: “Ai de mim se não evangelizar!”13 penso mesmo que só a Igreja pode fazer frente a esta agenda, se compreendermos, de fato, o sentido da missão evangelizadora, em meio a estes desafios. E para isso, não podemos ser vítimas da soberba [pois o conhecimento pode favorecer a mesma lógica de poder, que usa o conhecimento para controlar e manipular]. 

Nós temos que estar vigilantes quanto a isso. Não podemos ser vítimas também do ativismo [também nas redes sociais prevalece ás vezes tal ativismo] e nos esquecemos do essencial, daquilo que justamente a Associação Guadalupe aqui faz, no dia-a-dia: do cuidado com as pessoas. E para que não sucumbamos no ativismo e nos esqueçamos da caridade para com as pessoas, e para que o combate contra a agenda antivida e antifamília seja perseverante e possa frutificar, é necessário que a oração preceda a ação, lembrando o que nos ensina São João da Cruz:

“Reflitam durante alguns instantes, esses homens devorados pelas atividades e pensam resolver o mundo com pregações e obras, e compreenderão que muitos mais úteis seriam à Igreja, e muito mais agradariam ao Senhor, se consagrassem mais tempo à oração e aos exercícios da vida interior”14. [Este é um tema que Jean Baptiste Chautard desenvolve tão bem em sua obra “A Alma de todo o Apostolado”]. E continua São João da Cruz, dizendo que “com uma só obra, e muito menos trabalho , fariam maior bem do que fazem com milhares de outras a que dedicam toda a sua vida. A oração dar-lhes-ia a força espiritual de que necessitam. Sem ela, tudo se reduz a muito ruído e pouco, ou nenhum, fruto, pois nada de bom se pode realizar sem a virtude de Deus. Aquelas pessoas que abandonam a vida interior e aspiram a obras retumbantes, que dão fama e agradam a todos, nada entendem do veio da água viva, e da fonte misteriosa que tudo faz frutificar”15.

E então, já que estamos aqui com lideranças que atuam na Igreja, especialmente na defesa da vida e da família, caberia esta reflexão: qual a intensidade que estamos dando, nós, à oração, à vida interior, para que o que nos propomos a fazer seja realmente frutificado pela graça de Deus?

Mais do conhecimento e evitando o ativismo, com a oração e sincera disposição á caridade, chegamos então ao que propõe a Associação Guadalupe, o bem feito no silêncio, o amparo às mães , especialmente as que vivem situações de impasse e de fragilidade, o amparo àquelas mulheres que precisam de acolhida, suporte para vencer o medo e a insegurança, para serem capazes do gesto concreto do “sim” á vida, aceitando a gravidez e o filho como um dom de Deus. Penso que este seja o trabalho mais importante de tudo o que é feito hoje na defesa da vida e da família, porque é o trabalho da base, que exige de nós as verdadeiras qualidades cristãs, que exige doação, abnegação, renúncia, sacrifício, disponibilidade, gratuidade, tantos outros princípios, valores e virtudes que aprendemos e buscamos aprimorar em família, esta é a pedagogia da família, por isso proteger a vida das crianças indefesas, amparar estas mães para evitar que elas destruam a vida nascente, fortalecer nelas o valor da maternidade, da responsabilidade, da boa iniciativa e da solidariedade, é, sem dúvida, o trabalho pró-vida e pró-família, mais edificante, é este o trabalho de base que todos nós deveríamos nos empreender, nos comprometer, nos mobilizar, porque se não houver comprometimento com as pessoas, se o Evangelho não for vivido para as pessoas descobrirem a Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Evangelho de conversão permanente, no cotidiano, nos desafios do dia-a-dia, então o conhecimento é insuficiente. Só se pode combater a agenda antivida e antifamília que aí está, amando, é o que pede o Evangelho. E amar é também estar pronto para sofrer, pois “é necessário que eu complete, pelo seu corpo que é a Igreja, o que falta aos sofrimentos de Cristo”16. Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu o bom exemplo em tudo, deu o exemplo no verdadeiro amor e no sofrimento, para vencer a dor e a morte, com o dom da vida plena. Se estamos unidos a Ele, com a verdade do coração, então, encontraremos n’Ele, pela força da oração, que nos move a fazer o que é preciso ser feito para afirmar o Evangelho da Vida.

Dentre aquilo que apresentamos, no congresso em defesa da vida de Aparecida17, como já dissemos, “denunciamos a implantação de uma educação sexual escolar hedonista, propositalmente dissociada da ideia do matrimônio e da construção da família como seu fim natural e, em vez disso, centralizada na genitalidade, na ideologia de gênero e que promove o homossexualismo entre crianças e jovens.”18

Esse é hoje um campo difícil a que somos chamados a atuar enquanto cristãos, porque é na difusão do hedonismo, do reducionismo e dos escapismos de toda espécie, que a família está sendo atacada e destruída, perdendo seu vigor institucional, com a dissociação do matrimônio com a construção da família como seu fim natural, centralizando apenas no prazer as motivações e satisfação dos desejos, sem levar em conta a dimensão espiritual da família, escola de vida, que requer de nós paciência, renúncia, sacrifício, para o fortalecimento das virtudes teologais necessárias para dar a família o vigor necessário. Família constituída por homem e mulher, família constituída no trabalho, na partilha, na acolhida e sobretudo na alegria. Pois a alegria do Evangelho começa a ser vivido na realidade da família, quando somos alguém com pertença que nos dá identidade, quando somos alguém com encargos especiais, os encargos de pai, de mãe, de irmãos, de filhos, etc. E mesmo na Igreja, devemos nos sentir mais “família” e menos concorrentes uns dos outros, a viver mais os valores da família, que nos leva ao amor sempre incondicional. Família que se fortalece na fidelidade e no compromisso de vida. Por isso, devemos nos empenhar, cada um de nós, pela maior fidelidade às virtudes daquilo que nos anima à evangelização, especialmente na missão de defender a vida e a família, pois “o que mais favorece a prática da vida cristã são precisamente as virtudes daqueles que têm a missão de ensinar os fiéis. Pelo contrário, as suas fraquezas afastam as almas de Deus”18. Por isso, o nosso dever de conversão permanente, de recorrer aos sacramentos, especialmente os da Penitência e da Eucaristia, para unidos, em oração,  rogando, em oração, a graça da conversão, para que nossas atitudes, mais do que palavras, sejam em conformidade à vontade de Deus, para que nossas atitudes enquanto cristãos sejam aquele sal da terra e luz do mundo, que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos exorta, para enquanto “povo da vida e pela vida”19, possamos, a partir da família, na defesa da vida e da família, sermos autênticos “embaixadores de Cristo!”20.

Muito obrigado a todos.

Hermes Rodrigues Nery
Palestra proferida em seminário pró-vida promovido em São José dos Campos, pela Associação Guadalupe, em 19 de setembro de 2015.

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