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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Capitalismo e Socialismo a diferença é a liberdade



Peter Fischer, antes de mais nada, relendo o que escrevi, me pareceu um pouco grosseiro. Para esclarecer digo que, quando não preciso defender meu ponto de vista, nem responder teus questionamentos, é porque entendo que tu já sabes quais são as respostas.

Mas de qualquer maneira, mudei de idéia e vou tentar expor o que eu penso para tentar te ajudar a sair desse verdadeiro atoleiro de areias movediças que é a mente socialista.

 Digo que é um atoleiro, porque as pessoas se apegam de tal maneira às falácias e utopias, que quando alguém vai ajudar, acaba dragada junto, mesmo sem concordar com essa maldita idéia.

Então ai vai:



1. "Como você imagina um estado, melhor, uma sociedade totalmente livre e sem barreiras às pretensões individuais?"



Imagino uma sociedade baseada no princípio da não coerção, da proteção ao direito de propriedade e da autonomia e responsabilidade do indivíduo. Isso significa que ninguém pode ser obrigado a fazer o que não quer. Que ninguém pode ser coagido pelo uso da força, ou da fraude, a fazer o que não deseja. Apenas ações voluntárias, espontâneas e livres podem e devem ser legais, por elas serem legítimas. A Lei serve para garantir os contratos particulares e para conter o Estado para que este não viole, nem usurpe os direitos individuais das pessoas. Entenda que, direito individual é o que se tem sobre o que se possui. Uma propriedade, a liberdade (nesse sentido negativo que mencionei) e a vida. Ninguém tem direitos sobre o que não é seu. Pode-se ter direito de adquirir, construir, criar algo que ainda não se possui, mas direito de ter algo, apenas porque se tem o desejo ou a necessidade de possuir algo,  isso não. O Estado, como ai está, é o maior perversor deste ideal. Viola todos os direitos individuais com o propósito de atender necessidades e desejos próprios ou alheios, às custas dos outros, com o uso da força. É um metendo a mão no bolso do outro para tentar, através do Estado, ganhar bônus e transferir os ônus para os demais. Isso não é uma sociedade livre.



Isso é uma sociedade de coerções. Isso é o estado como o comunismo pregava: "para cada um, de acordo com a sua necessidade; de cada um. de acordo com a sua capacidade". O meu motto é exatamente o oposto: "para cada um, de acordo com a sua capacidade; de cada um, de acordo com a sua necessidade". Isso nada mais é do que o primado do comércio, da troca voluntária. Da cooperação anônima, impessoal e espontânea. Quem quer comprar (o necessitado) paga para quem quer vender (o capacitado). Mas note que quem quer vender, também está necessitado daquilo que, quem for comprar, dará em troca.



 Assim, ambos ganham com a transação. É redistribuição do tipo win/win. Todos ganham e por isso trocam voluntariamente. Quando o governo redistribui, ele o faz à força, como um ladrão, tira de um, que nada recebe em troca; e dá para outro, que nada tinha antes e nada fez por merecer. É a troca win/lose. Injusta e desmotivadora. Quem quer criar riqueza, se sabe que vai ser roubado, ou que vai ganhar às custas do trabalho alheio. É a esmola forçada.



É o caminho da miséria. Quando há o direito de propriedade e de liberdade, não se pode dizer que não há barreiras. Essas são as barreiras. Ninguém pode usar de coerção. Apenas pode usar de convencimento, de negociação. Troca win/win. Não é o governo, como conhecemos, que garantirá essas barreiras, pelo contrário, o governo é o primeiro a desconsiderá-las. Quando o governo pretende algo, apenas tem que usar a força. Ele taxa, confisca, desapropria, prende ou mata. O governo sempre foi o maior rompedor de barreiras a serviço das suas aspirações. E não me diga que o governo representa a coletividade, o bem comum. Isso não existe. Um coletivo é formado de indivíduos. E se dentro dessa coletividade, se uns não querem e os demais querem, usam o estado para conquistar seus desejos à força. Voltamos ao que escrevi anteriormente. Há muito a ser explorado nesta primeira pergunta. Podemos ampliá-la outra hora.



2."Como você imagina a convivência de seres humanos quando é total a liberdade do mais apto dominar o menos apto?"



Numa sociedade livre, onde o primado da não agressão funciona, ninguém domina ninguém. Como eu disse antes, liberdade não é o sujeito fazer o que quiser. Tipo, gostou de uma mulher e quer transar, o faz a força, estupra, por exemplo. Ou gostou de uma camisa, é mais forte, vai lá e tira do mais fraco. Isso não é liberdade, isso é coerção, violência. É o oposto de liberdade. Liberdade é não sermos obrigados a fazer o que não queremos. A mulher não quer transar, é um crime obrigá-la, o cara não quer dar a camisa, é um crime o outro tirá-la. Imagina o serviço militar, o recrutamento compulsório é o confisco da força de trabalho de alguém. É um roubo, violência. Nada que não seja espontâneo deve ocorrer, se ocorre é a violência em ação. Ai que entra a legítima defesa ou o estado policial para proteger os direitos individuais. O mais apto numa sociedade é o que gerará mais riqueza para ela. Todos ganharão, cada um com a sua capacidade de criar, produzir, comerciar e consumir. O salário mínimo por exemplo é o confisco das oportunidades de emprego dos menos aptos numa sociedade. Se alguém produz 100, não tem como ganhar 120. Não vai achar emprego nunca e terá que viver com o que conseguir. Informalmente, inseguramente. Numa sociedade livre, sem os desperdícios da coerção, todos seriam mais ricos porque a distribuição da riqueza e do capital seria mais eficiente.

Numa sociedade, a melhor política social é o livre mercado, onde as pessoas fazem o que os outros necessitam e os que procuram algo para melhorar de vida encontrarão abundante concorrência, quantidade, qualidade e preços baixos. No livre mercado não existem castas, barreiras a mobilidade social e econômica. Quem serve mais aos demais, é compensado e enriquece. 



3. Como você imagina um mundo onde o lucro é o único objetivo num desenvolvimento incontido?



Lucro nada mais é do que, o resultado de um esforço ser maior do que o esforço em si. É uma melhoria de status. Todos nós agimos apenas para ganhar algo, melhorar de vida. Seja financeira, seja emocional, seja espiritual, seja experimental, seja sensitivamente. Isso não é garantido. Erramos por falta de conhecimento, planejamento, autocontrole, enfim. Mas o erro e as conseqüências têm que ser absorvidas por quem assumiu o erro, por quem especulou e perdeu.

Outro dia ousei dizer para alguém, que São Francisco de Assis era tão egoísta quanto eu ou qualquer outra pessoa,. Como ele via a compaixão com os pobres, a pobreza na vida terrena como a única via para a riqueza na vida após a morte, ele, com a sua lógica peculiar, imaginava lucrar dessa forma. Investe na Terra para lucrar no Céu. Fazer o bem se doando era uma satisfação pessoal. O que ele fazia dessa forma, todos os outros que não agem com violência, que respeitam o princípio da não agressão também o fazem.

Ora Peter, desenvolvimento incontido é o que todos queremos, desenvolver sem parar. A única maneira para o desenvolvimento incontido, ou seja, que gere constantemente satisfação e felicidade para todos é o que se baseia na cooperação anônima através da troca espontânea entre as pessoas, sem o uso da coerção. Win/win

É claro que a economia deve fazer seus ajustes constantes, sua destruição criativa para tornar as revoluções tecnológicas possíveis.



4. Onde fica a ética?



A ética é, não agressão, é não usar de violência, força ou fraude. É ser egoista racional. Ou seja, buscar o lucro, o melhor status através do convencimento, da cooperação espontânea e da troca livre e voluntária. É ganhar servindo e não, tomando. A ética válida é a que promove e preserva a vida.



5. Onde fica a responsabilidade coletiva?



Não existe responsabilidade coletiva, como não existe pensamento coletivo, como não existe digestão coletiva. Existe o indivíduo ou grupos de indivíduos. A responsabilidade é algo puramente individual.



6. Onde ficam os mais fracos?



Ficam num mundo melhor, com mais riqueza a ser distribuida, com mais oportunidades de ascenção. A troca espontânea e voluntária fortalece os mais fracos porque o não do mais fraco é igual ao não do mais forte.



7. Não posso concordar com uma exploração da força de trabalho como acontece, entre outros lugares, na China.



Eu não aceitaria a escravidão, o confisco do trabalho à força. Nós que pagamos impostos, ou somos roubados, somos explorados. Se o governo toma à força 40% da minha renda, eu estou trabalhando como escravo 40% do meu tempo. Isso é exploração. Agora se tu te referes a quem há 20 anos trabalhava forçadamente no campo, sob condições sub humanas e agora pode trabalhar onde quiser, ainda que duramente e recebendo pouco, podemos dizer que houve uma evolução. A revolução industrial, essa mesma que criancinhas trabalhavam 20 horas por dia, fez com que as criancinhas que morriam aos 14 anos e seus pais aos 36, vivam hoje até os 80 anos em média, de uma maneira como muitos reis jamais ousaram viver.



Nem o mais rico dos ricos do séc. XVIII, como o banqueiro Rothschild superou uma inflamação. Acabou morrendo aos 56 anos. Nenhum dinheiro do mundo o salvou.



Todos os países livres e desenvolvidos fizeram suas revoluções industriais, os que tiveram maior sucesso, EUA, Inglaterra, Canadá, Japão, e mais alguns, não apenas tiraram seus pobres da miséria, como tiraram os pobres de outros lugares da miséria às centenas de milhões. A migração, hoje contida pelo poder e coerção do estado, salvou milhões de pessoas da fome, da perseguição, da morte. Todo ser humano sai de um lugar com menos liberdade para outro com mais liberdade. Só não sai se o governo o impede pela ameaça ou pela consumação da morte.



8. Não posso aceitar as matanças étnicas na África.



Isso nada tem haver com liberdade, como já falei. Só um ogro pode desejar ou promover isso.

E não é só na África. Foi na Europa, Foi nas Américas. Foi na Ásia. E o maior promotor de matanças foi quem deveria proteger cada um daqueles que pereceram, o Estado.



9. Acredito numa educação universalizada



Acredito numa educação livre, é da conta dos pais ou se adulto for, dele mesmo. Tem que ser um negócio privado que atenda a necessidade do aluno e não do burocrata do governo. Não pode ter a interferência doutrinadora do governo de ocasião. Acredito no homeschooling. Nas escolas privadas para todos. Nos currículos competitivos. Nas escolas profissionalizantes. Numa gama infinita de modelos e propostas para o que o mercado (cada um de nós, interagindo livremente) quiser. Numa educação o mais individualizada possível para atender as peculiaridades de cada pessoa.



10. Acredito numa segurança cidadã



Eu não sei o que é isso, mas poderia interpretar como o legítimo direito de defesa contra terceiros que iniciem o uso da violência.



Eu ainda acredito no monopólio do uso da força do estado para retaliar quem inicia o uso da violência. Mas dado atual estágio de degradação do estado, que atua mais como um criminoso do que como um guardião dos direitos individuais já está pensando em apoiar a idéia das agências de segurança privada como forma de combate ao crime.



11. e uma saúde coletiva de qualidade.



Bom ai voltamos à discussão do que é saúde coletiva.

Se for saúde pública financiada com o dinheiro dos impostos, ela é uma utopia que vira distopia. Saúde pública e qualidade são palavras que não combinam. É inexequível. Saúde coletiva tem que ser prestada pelo mercado livre. O médico com seus pacientes, Os hospitais com seus pacientes. As seguradoras com seus clientes. Porque se precisa pagar saúde e ainda pagar a burocracia ineficiente e corrupta do estado? Não funciona.

Todos poderão ter assistência com a competição e o enriquecimento incontido da sociedade. O estado não faz isso e nem pode. Além de ser eticamente desprezível o uso da força para tirar de uns e dar para outros.


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