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sábado, 18 de julho de 2015

Lula atacando quem defende os pobres.

Sorria, você está sendo demonizado 

Lula abriu no mês passado a conferência da FAO, que tem o petista José Graziano como presidente, em Roma. No seu discurso, disse: “Eu nunca pensei que dar comida aos pobres causasse tanta indignação.” O alvo da acusação: “setores da imprensa e da sociedade brasileira”.
Vou repetir: um ex-presidente da república estava na Itália, discursando num evento oficial da ONU, dizendo que parte da sociedade e da imprensa fica indignada quando se dá comida aos pobres. E ainda disse mais:
“Em 2002, ano em que fui eleito presidente, havia no Brasil 11 milhões de famílias sobrevivendo com menos de um dólar por dia. Eram mais de 50 milhões de pessoas passando fome, quase um terço da população brasileira de então.
Eram crianças condenadas desde o nascimento a sofrer com a desnutrição e suas doenças; e condenadas ao estigma da pobreza e da exclusão, caso sobrevivessem. Milhões de pais e mães em permanente aflição, porque não tinham como prover a família com o pão de cada dia.
Na realidade, havia um país governado para apenas um terço da população, enquanto a grande maioria permanecia esquecida, como se não vivêssemos todos na mesma pátria (…)
O maior obstáculo que enfrentamos foi o preconceito por parte da imprensa brasileira e de alguns setores privilegiados da sociedade.
Diziam que o Bolsa Família iria estimular a preguiça. Que não passava de esmola do governo, ou pior: de compra de votos. (…)

O resultado combinado de todas essas politicas e programas é conhecido: 36 milhões de pessoas foram libertadas da extrema pobreza, mais de 40 milhões ascenderam ao patamar de renda e consumo da classe média, 22 milhões de empregos formais foram criados no Brasil.
Provamos que os pobres, quando se tornam o centro das ações de um governo, deixam de ser o maior problema de um país e passam a ser a grande solução para os problemas desse país. (…)
A fome no mundo hoje não é consequência de acidentes climáticos, da falta de estoques, das dificuldades de transporte ou da quebra de safras.
Não é produzida pela escassez, mas pela desigualdade.”
Não vou perder meu tempo desconstruindo as mentiras econômicas, as manipulações estatísticas e as bravatas políticas. O Brasil está quebrado, a economia destruída, temos estagnação, inflação, desemprego, queda brutal da atividade industrial e só 9% de iludidos ou canalhas ainda acreditam nessas estultices. E não existe cura mágica para burrice ou mau-caratismo. O ponto é outro.
Lula insiste, como toda a esquerda, na idéia de que seus adversários são maus. Eles se opõem porque querem pobres à míngua, na miséria, na penúria, passando fome e sobrevivendo com o mínimo apenas para realizar trabalho semi-escravo. Você está sendo demonizado.
Isso não é uma opinião, é uma declaração de guerra. Não é a primeira, nem a milésima, é simplesmente incontável o número de vezes em que os opositores da quadrilha petralha são tratados como monstros, o que é, por definição, discurso de ódio, algo que esses delinquentes fingem combater.
É possível ter divergência de opinião com os socialistas gourmetizados do PSDB, com a extrema-esquerda petista a natureza da questão é outra. É uma força política que racha e balcaniza a sociedade, que trata qualquer oposição como malévola, como formada por inimigos do povo, o que todo ditador faz e que está na essência ideológica da violência do estado totalitário. É gente que cria bodes expiatórios que justifiquem atos discricionários e medidas de exceção para perseguir, calar, exilar, prender, torturar e matar adversários. É gente que “humaniza redes” desumanizando você.
Toda vez que você ouvir um bocó reclamando do acirramento das discussões políticas, lembre do tipo que acusações que são feitas no debate. Você nunca vai evitar uma guerra fingindo que o inimigo não existe, o único caminho é fazer com que ele perca a vontade de lutar ou seja vencido no campo de batalha.

Alexandre Borges

Alexandre Borges é carioca, comentarista político e publicitário. Diretor do Instituto Liberal, articulista do jornal Gazeta do Povo e dos portais Reaçonaria.org e Mídia Sem Máscara. É autor contratado da Editora Record.

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