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terça-feira, 2 de junho de 2015

Assassinatos é uma doença do capitalismo.

Não há crimes no paraíso. Ou: O problema da esquerda é de caráter [TITULO ORIGINAL]

O casamento intelectual entre Zizek e Lacan pariu monstros socialistas que “odeiam” o capitalismo burguês…
Quando Luiz Felipe Pondé resolve atacar, sai de baixo. E foi o que fez em sua coluna de hoje na Folha. Com base no filme “Crimes Ocultos” (que ainda não vi), o filósofo traz à tona um aspecto tosco da esquerda desde os tempos de Stalin, mas ainda vivo: uma vez que vende um “paraíso terrestre”, uma utopia, não pode aceitar a ideia de imperfeição em seu modelo, o que a leva a culpar o capitalismo por todos os males do mundo, em vez de aceitar que as falhas humanas estão… nos seres humanos!

O regime político-econômico pode agravar ou não essas falhas humanas, pode criar um mecanismo de incentivos perversos ou que obstruam em parte a coisa. Mas jamais eliminá-la por completo! Quem acha que a ganância existe por causa do capitalismo, quem acha que o roubo ocorre por conta da riqueza ostentada, não entendeu nada, absolutamente nada. Ou, claro, prefere fingir que não entendeu, para continuar cuspindo no real enquanto prega o fantástico. É o caso da esquerda analisada por Pondé, não sem antes deixar claro que não prega a “cura” capitalista, justamente porque isso não existe:

Qual a questão específica que quero pontuar no filme? É a seguinte: a “versão oficial” que o policial é obrigado a aceitar ao final, para criar um departamento de homicídios na polícia, é que todo e qualquer homicídio na União Soviética seria fruto da contaminação do paraíso socialista pela política do mundo capitalista. Não fosse por essa contaminação, não haveria crimes no paraíso socialista.

Voltemos ao Brasil hoje. Não vou falar de política propriamente dita, vou falar da modinha que muitos psicanalistas e associados hoje em dia pregam por aí, a saber, que “a verdadeira clínica é a política”.

[...] trocando em miúdos, é o seguinte: os sintomas seriam fruto da ordem social injusta do capitalismo. Se mudarmos essa ordem via uma política socialista, muitas doenças desapareceriam.

Ou seja, segundo esses neostalinistas (envergonhados de confessar seu amor bandido pela sociedade totalitária), com o socialismo não teríamos pânicos, impotências, depressões e quadros afins.


Gostaria de ver uma conversa entre Slavoj Zizek (o guru dos neostalinistas tupiniquins), grande representante desse lacanismo meia boca que põe a “culpa” da psicopatologia no capitalismo, e os superiores do policial em “Crimes Ocultos”.


Dizer que homicídios são fruto da sociedade doente capitalista, sujando o paraíso socialista, é a mesma coisa que dizer que a verdadeira clínica é a política.


Stálin dizia que o capitalismo gera assassinos, a trupe neostalinista afirma que o capitalismo gera quadros clínicos que noutra ordem deixariam de existir. Ou seja: a política socialista cura o mundo das psicopatologias capitalistas.


Num mundo em que essa trupe mandasse (“sem porcos capitalistas e indústrias farmacêuticas”), quando deprimidos e afins continuassem a aparecer, eles iriam por a culpa em traidores que mantinham sua vida “promíscua” com as desigualdades do capitalismo. O problema da esquerda não é político, é de caráter.


Difícil discordar, até porque conheço alguns desses ilustres membros da esquerda caviar psi, os que casaram Lacan com Zizek e, no processo, enterraram Freud. Adoram odiar o capitalismo e todos os males que ele “produz”, enquanto posam de intelectuais “bem resolvidos” contra os “alienados” da burguesia, seduzidos pelas fugas capitalistas. Claro, fazem esse discurso todo com suas bolsas caras, de suas casas confortáveis em bairros “bacanas”, e antes de partir para uma temporada de férias na Europa.

São eles que colocam em seus divãs depois os “alienados” pelo capitalismo, cobrando um valor enorme para combater a ganância humana. Não é fofo?

POR: Rodrigo Constantino

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