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sábado, 31 de maio de 2014

Dilma repassa R$ 239 milhões para Cuba, sem obrigação de ser pago.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), por ordem de Lula e Dilma, repassou recursos a fundo perdido, sem obrigação de ser pago, para o governo de Cuba construir o moderníssimo porto de Mariel. Fez isso na calada da noite, escondido dos brasileiros. Alegando sigilo, o ministério não revela o total gasto pelo Tesouro na operação. Entretanto, valores do programa que usa recursos públicos para incentivar exportações brasileiras mostram que Cuba recebeu US$ 107 milhões (o equivalente a R$ 239 milhões) no período da reforma do terminal.

Além disso, o único porto construído pelo PT (em Cuba, não no Brasil!) teve um financiamento de US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o porto custou US$ 957 milhões. Um documento inédito, assinado pelo ex-ministro Fernando Pimentel (hoje candidato do PT ao governo de Minas) e revelado pelo site Congresso em Foco esta semana, mostra que, quando o Brasil fez acordo com Cuba, em 2008, o combinado era emprestar US$ 600 milhões, que seriam “utilizados durante quatro anos”.

Pimentel, para não ter que dar explicações, decretou sigilo de 15 a 30 anos para a negociata. Chaveou a falcatrua.  Pela mesma razão, o petista se nega a explicar se os quatro anos se referem ao prazo de pagamento por Cuba ou ao período em que o BNDES fará os desembolsos.
 
Dilma erguendo a bandeira da Cuba comunista e torturadora, ao lado do ditador Raul Castro, na inauguração do porto pago com o suor dos brasileiros.
Nos últimos quatro anos, período que coincide com a construção do porto de Mariel, Cuba tornou-se o terceiro país beneficiado com recursos públicos do Programa de Financiamento à Exportação – Equalização (Proex), atrás de EUA e Angola. Entre 2001 e 2009, antes do início da modernização do terminal, o governo da ilha dos irmãos Castro só tinha sido destino de US$ 2,2 milhões, segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC. Em alguns anos, nada se recebia. Na maioria deles, valores abaixo de um milhão de dólares.

Mas com o porto, tudo mudou: o valor foi elevado em mais US$ 107 milhões entre 2010 e 2013. Ou seja, tudo indica que, se não foi exatamente esse o valor da ajuda do governo brasileiro para Cuba pagar prestações mais baratas ao BNDES pelo porto construído pela Odebrecht, as cifras devem ser bem próximas disso. Nesse caso, significaria que, na prática, Dilma tirou do bolso dos brasileiros 16% dos US$ 692 milhões para financiar uma ditadura assassina como a de Cuba.

Triangulação com empreiteiras

Para a oposição, há fortes suspeitas de caixa dois para campanhas eleitorais. “Nossa preocupação é a triangulação de quem está recebendo, como exportador, esses empréstimos ser doador de campanha de quem libera essa taxa do fundo perdido”, afirma o deputado Fernando Francischini (SD-PR).

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