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segunda-feira, 7 de abril de 2025

AVEIA A COMIDA DE CAVALO

 AVEIA A COMIDA DE CAVALO



A história da aveia e sua transformação de ração para cavalos em um alimento celebrado na nutrição humana é bastante interessante e reflete tanto mudanças culturais quanto estratégias de marketing inteligentes. Vamos explorar isso em detalhes:


A aveia no século XIX: comida de cavalos

Até o século XIX, a aveia (ou "oat", em inglês) era amplamente vista como um alimento básico para animais, especialmente cavalos, em várias partes da Europa e da América do Norte. Na Escócia, no entanto, a aveia já tinha um papel importante na dieta humana há séculos, sendo usada em pratos como o famoso "porridge". 

Mas, fora desse contexto, ela era considerada uma opção barata e pouco sofisticada, associada principalmente à alimentação de gado e cavalos de trabalho. O trigo e o milho, por exemplo, eram grãos mais valorizados para o consumo humano em muitas culturas.

A percepção da aveia como algo "inferior" vinha de sua rusticidade: ela cresce bem em solos pobres e climas frios, o que a tornava abundante e acessível, mas também menos prestigiada. Era, de fato, uma "ração barata" para sustentar animais de carga, e poucas pessoas a viam como um alimento digno de destaque na mesa.

A entrada da Quaker Oats e a reinvenção da aveia

A virada na história da aveia como alimento humano está diretamente ligada à Quaker Oats Company, fundada em 1877 nos Estados Unidos. A empresa surgiu da fusão de vários moinhos de aveia, mas foi sob a liderança de Henry Parsons Crowell que a aveia começou a ser transformada em um produto popular para consumo humano.

Crowell, um visionário do marketing, percebeu que a aveia tinha potencial para ir além de sua reputação como "ração de cavalo". Ele investiu em três pilares principais para mudar essa percepção:

Embalagem inovadora: Antes da Quaker, a aveia era vendida a granel, em sacos ou barris, muitas vezes de qualidade inconsistente. Crowell introduziu a ideia de vendê-la em caixas de papelão com o icônico logotipo do "Quaker" – um homem de aparência sábia e confiável, inspirado nos valores de simplicidade e honestidade dos quakers (embora Crowell não fosse um quaker religioso). Essa embalagem padronizada transmitia higiene e qualidade.

Propaganda agressiva: A Quaker Oats foi uma das primeiras empresas a usar publicidade em massa. Crowell promovia a aveia como um alimento saudável, energético e ideal para a família. Anúncios em jornais, slogans cativantes e até amostras grátis ajudaram a popularizar o produto. Ele também associou a aveia a ideias de força e vitalidade, apelando para trabalhadores e mães que queriam alimentar bem seus filhos.

Foco na saúde: No final do século XIX e início do XX, o interesse por dietas saudáveis estava crescendo. A aveia foi apresentada como um "super alimento" natural, rico em fibras e nutrientes, capaz de sustentar o corpo para o trabalho físico e mental. Isso ressoou com o público em uma era de industrialização, quando as pessoas buscavam energia para longas jornadas.

De ração a "superfood"

Com o tempo, a Quaker Oats conseguiu transformar a imagem da aveia. O que era visto como comida de cavalo passou a ser um símbolo de nutrição acessível e confiável. Durante a Grande Depressão nos anos 1930, a aveia ganhou ainda mais popularidade por ser barata e nutritiva, consolidando seu lugar nas cozinhas americanas e, eventualmente, mundiais.

No século XX, estudos científicos começaram a confirmar os benefícios da aveia, como sua capacidade de reduzir o colesterol (graças às fibras solúveis, como o betaglucano) e fornecer energia de liberação lenta. Isso alimentou ainda mais a narrativa de que a aveia era um alimento "idolatrado" pela nutrição moderna, um status que persiste até hoje.

https://youtube.com/shorts/0LveWbEcb7g?si=IyUegEEQzpDgqvVl

O legado da Quaker e a aveia hoje

A estratégia da Quaker não apenas popularizou a aveia, mas também abriu caminho para que ela fosse incorporada em receitas diversas, como mingau, biscoitos, barras de cereais e até smoothies. Hoje, a aveia é frequentemente chamada de "superfood" por nutricionistas, e seu passado como ração de cavalo é quase esquecido – exceto como uma curiosidade histórica.

Em resumo, a transformação da aveia de um alimento humilde para cavalos em um ícone da alimentação saudável é um exemplo clássico de como o marketing, pode transformar um lixo em superalimento . Henry Crowell e a Quaker Oats não inventaram a aveia, mas certamente a reinventaram para o mundo.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Blue Zone: A Fraude Milionária que Rouba Sua Saúde!

 Descobertas sobre dados falsos das Blue Zones



O Dr. Saul Newman, pesquisador da University College London e do Oxford Institute of Population Ageing, ganhou notoriedade ao questionar a validade das chamadas "Blue Zones" — regiões como Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Loma Linda (Califórnia), supostamente conhecidas por terem uma alta concentração de pessoas vivendo além dos 100 anos. 

Sua pesquisa, que lhe rendeu o Prêmio Ig Nobel de Demografia em 2024, sugere que a longevidade excepcional nessas áreas não é resultado de fatores como dieta saudável ou estilo de vida, mas sim de erros administrativos, fraudes em registros de pensão e falta de documentação confiável.

Newman descobriu que:

Falta de certificados de nascimento: Em muitas dessas regiões, especialmente em áreas mais pobres ou remotas, a maioria dos supostos supercentenários (pessoas com mais de 110 anos) não possui certificados de nascimento válidos. 

Nos EUA, por exemplo, ele constatou que quase nenhum supercentenário tinha esse documento, e a introdução de registros oficiais de nascimento reduziu drasticamente (em 69-82%) o número de casos reportados.

Fraude em pensões:  Há uma correlação entre altas taxas de pobreza e o número elevado de centenários, sugerindo que pessoas ou famílias falsificam idades para continuar recebendo benefícios. Em Okinawa, uma revisão do governo japonês em 2010 revelou que 82% dos centenários registrados estavam mortos, mas não haviam sido reportados como tal. Na Grécia, após uma auditoria em 2015, 72% dos centenários "desapareceram" dos registros de pensão.

Erros clericais: Newman observou padrões suspeitos, como datas de nascimento concentradas em dias divisíveis por cinco, indicando erros ou manipulações nos registros.

Contradições com a realidade local: Em Okinawa, por exemplo, apesar de ser promovida como uma "Blue Zone" com dieta exemplar, dados do governo japonês mostram que os habitantes consomem menos vegetais e têm o maior índice de massa corporal (IMC) do Japão, além de indicadores de saúde piores que a média nacional.

Ele conclui que as "Blue Zones" são mais um mito sustentado por dados "hilariantemente falhos" do que por evidências científicas sólidas, desafiando a narrativa popularizada por Dan Buettner, que associa longevidade a fatores como dieta à base de plantas e conexões sociais.



Venda do selo de Blue Zones

Sobre a comercialização do conceito, Newman também critica o que chama de "grift" (esquema) das "Blue Zones". Dan Buettner, o criador do termo e fundador da Blue Zones LLC, transformou a ideia em um empreendimento lucrativo. 

Segundo Newman, cidades e comunidades pagam milhões de dólares para receber a certificação de "Blue Zone", que supostamente as qualifica como locais de longevidade excepcional e atrai turismo e investimentos. Ele menciona estimativas de que esses "selos" custam entre 3 e 40 milhões de dólares por cidade, conforme reportado pelo New York Times.

Newman argumenta que essa monetização explora a falta de rigor científico, vendendo uma ilusão de saúde e longevidade baseada em dados questionáveis. Ele destaca que o critério para ser uma "Blue Zone" mudou ao longo do tempo, sendo ajustado para incluir lugares como Singapura, que não se encaixam na definição original de alta concentração de centenários, mas que ajudam a sustentar o negócio.

Conclusão

As descobertas de Newman sugerem que as "Blue Zones" são mais um produto de falhas administrativas e interesses econômicos do que um modelo real de longevidade. Ele defende que conselhos de saúde baseados nessas regiões são infundados e que as verdadeiras chaves para uma vida longa e saudável — como não fumar, evitar excessos e fazer exercícios — já são bem conhecidas, sem necessidade de mitos ou selos caros.


COBERTURA NAS MIDIAS EM GERAL

The Independent (Reino Unido) - Em outubro e novembro de 2024, publicou artigos detalhados sobre como Newman desmascarou as "Blue Zones" com dados "hilariantemente falhos", destacando fraudes em registros e a desconexão entre as alegações de estilo de vida e a realidade.

New York Magazine - Abordou a pesquisa de Newman em um contexto mais amplo sobre longevidade, mencionando como ele questionou narrativas populares com evidências de erros administrativos e fraudes.

The Sydney Morning Herald (Austrália) - Em 2021, já havia dado espaço às ideias de Newman, e após o Ig Nobel, voltou a destacar sua teoria de que as "Blue Zones" são "bunkum" (absurdo), com foco em fraudes e má interpretação de dados.

The Conversation - Newman escreveu diretamente para esta plataforma acadêmica, detalhando como 82% dos centenários no Japão estavam mortos e como isso reflete falhas nos registros das "Blue Zones".

Daily Mail (Reino Unido) - Em fevereiro de 2024, antes do Ig Nobel, publicou uma matéria exclusiva com Newman, chamando as "Blue Zones" de "nonsense" e apontando discrepâncias como a obesidade em Okinawa.

The Standard (Reino Unido) - Em setembro de 2024, cobriu o Ig Nobel com um tom humorístico, sugerindo que o segredo da longevidade pode ser "abandonar os vegetais e cometer fraude de pensão".

Al Jazeera (Catar) - Em setembro de 2024, destacou Newman como um "caçador de mitos" na demografia, explorando como ele desafia a obsessão global por longevidade.

Blaze Media (EUA) - Em outubro de 2024, criticou o império de Dan Buettner, chamando as "Blue Zones" de um "golpe de bem-estar" e elogiando Newman por expor inconsistências estatísticas.

Medical Republic (Austrália) - Em setembro de 2024, cobriu o Ig Nobel de Newman, enfatizando sua "investigação detetivesca" sobre fraudes em Okinawa e Sardenha.



Mídias Digitais e Podcasts

IFLScience - Em setembro de 2024, reportou como Newman "deu um golpe significativo" na ideia das "Blue Zones", com foco em erros clericais e fraudes de pensão.

All That’s Interesting - Em setembro de 2024, publicou sobre como Newman encontrou "erros clericais e fraudes" por trás das alegações de longevidade.

DeepCast (Podcast) - Em outubro de 2024, entrevistou Newman no episódio "The Blue Zones Are A Scam", onde ele detalhou a falsificação de dados e a venda de certificados por milhões de dólares.

YouTube (Dr Karan Explores) - Em outubro de 2024, lançou um vídeo com Newman revelando "a maior corrupção na pesquisa de longevidade", alcançando um público amplo.

RNZ (Radio New Zealand) - Ainda em 2019, cobriu as primeiras críticas de Newman às "Blue Zones", e o tema voltou a ecoar após o prêmio.

Revistas científicas e acadêmicas: Embora o paper de Newman no bioRxiv (março de 2024) ainda não tenha sido revisado por pares, ele foi citado em discussões acadêmicas e mencionado em sites como UCL News e Oxford Institute of Population Ageing. A falta de publicação em revista revisada foi usada por críticos como Buettner para questionar sua credibilidade, mas não impediu a repercussão midiática.

Expresso (Portugal) - Conforme mencionado em posts recentes no X, a revista entrevistou Newman em março de 2025, destacando-o como um "investigador demolidor" das "zonas azuis".

MDLinx - Em outubro de 2024, explorou a controvérsia, notando o contra-ataque da equipe de Buettner, que chamou as alegações de Newman de "não sérias".

tags: Blue Zone: A Fraude Milionária que Rouba Sua Saúde

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Benefícios da Dieta Carnívora - ProtocoloT3

 Vantagens da Dieta Carnívora


Uma alimentação baixa em carboidratos e baseada em alimentos de origem animal é muito comum em populações ancestrais (como os inuits das regiões árticas), que são notórios pela baixa incidência de doenças crônicas e pela excelente saúde.

Ultimamente, a dieta carnívora (também chamada de dieta zero em carboidratos) está ganhando bastante destaque e as pessoas estão seguindo por escolha! 

Resultados na Saúde Física e Mental

E se eu lhe dissesse que, ao comer nada além de carne e outros produtos de origem animal – sem frutas, vegetais ou alimentos vegetais de qualquer espécie – você pode:

  • Perder gordura;
  • Se prevenir e até curar diabetes tipo 2; [1]
  • Aumentar seus níveis de testosterona;
  • Construir mais músculos e melhorar seu desempenho atlético;
  • Resolver problemas digestivos como inchaço, gases e constipação;
  • Superar a depressão, fadiga, dores nas articulações e outras doenças.

É exatamente isso e muito mais que acontece quando você segue a dieta carnívora, que envolve comer apenas produtos de origem animal.

O Impacto de Remover Alimentos Inflamatórios

Embora desistir de todos os alimentos vegetais pareça um grande passo, o ato remove instantaneamente quase todos os alérgenos e antinutrientes que podem causar problemas de saúde e desconforto para muita gente, e, como nas dietas cetogênicas, a falta de carboidratos por si só pode oferecer uma série de vantagens.

Os benefícios potenciais da dieta carnívora são muitos para listar aqui, mas incluí os mais importantes abaixo.

Confira os 13 Maiores Benefícios da Dieta Carníva

1. Perda de Peso, por Reduzir o Açúcar no Sangue

Mas comendo só carne? Não vou engordar? Fica tranquilo, isso é bem improvável. 

Como acontece com a dieta low carb ou cetogênica, não consumir carboidratos mantém o açúcar no sangue sempre baixo. Como você não recebe picos de insulina, seu corpo não armazena calorias como gordura corporal. 

Estudos mostram que as principais causas de ganho de peso incluem:

  1. Insulina persistentemente elevada, bloqueando a gordura corporal no modo de armazenamento; 
  2. Comer alimentos processados ??que eliminam mecanismos inatos de saciedade, fazendo com que você coma mais do que precisa.

Quando os níveis de insulina caem, você perde gordura corporal como combustível. 

Além disso, as limitações do que você pode comer, principalmente de carboidratos, ajuda a evitar o consumo excessivo de calorias.‍

2. Reduz a Inflamação, por Cortar Alimentos Inflamatórios 

De acordo com alguns veganos, os alimentos animais ricos em gordura promovem a inflamação tanto quanto fumar. A verdade, no entanto, é que eles reduzem. 

Um estudo de 2013 comparou quem faz dieta com alto teor de gordura e baixo carboidrato com quem seguiu uma dieta com baixo teor de gordura e alto carboidrato. As calorias foram restritas em ambos os grupos.

Resultado:  após 12 semanas, quem consumiu alto teor de gordura apresentou marcadores mais baixos de inflamação sistêmica. Os pesquisadores concluíram que comer com alto teor de gordura pode ser mais benéfico para a saúde cardiovascular. [2] 

Sim, os vegetais também são inflamatórios

É importante ressaltar também que comer plantas pode desencadear inflamação.

Vegetais contêm antinutrientes, como lectinas, ácido fítico e glúten, que impedem que os animais que os comam façam sua digestão de forma eficaz. São mecanismos de defesa naturais das plantas.

Esses compostos são encontrados em muitos vegetais, incluindo soja, trigo, milho, aveia, tomate, maçã, cerejas, batatas, cenouras, abobrinha e muitos outros.

A carne não contém nenhum desses compostos; portanto, ao comer apenas carne, você evita com facilidade alimentos e substâncias que desencadeiam reações indesejadas.

Há evidências de que algumas pessoas têm reações negativas a certos alimentos, incluindo certos tipos de carboidratos (FODMAPs), como grãos, feijões, laticínios e até algumas frutas, e que pessoas com doenças autoimunes podem se beneficiar ao evitar o glúten. [3], [4]

Não basta apenas comer as coisas boas. Você também se beneficia evitando as coisas ruins, como açúcar, grãos, legumes ricos em amido, frutas com alto teor de frutose e óleos vegetais.‍

3. Aumenta a Testosterona

A testosterona é um hormônio esteroide, um mensageiro químico que dá ordens às células e responsável pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas. 

As mulheres também produzem testosterona, geralmente em quantidades menores. Apesar de ser um hormônio sexual masculino, também contribui para o desejo sexual, a densidade óssea e a força muscular das mulheres.

Depois dos 30 anos, a testosterona cai significativamente a cada década que passa, e os homens experimentam essas quedas com mais intensidade do que as mulheres.

Quando se trata de dieta carnívora e testosterona, por ter todas as gorduras saudáveis, a dieta é incrivelmente rica em colesterol. E para a testosterona, isso é maravilhoso. [5]

Dietas ricas em gordura aumentam os níveis de testosterona. Um estudo no American Journal of Clinical Nutrition constatou que homens que seguiram uma dieta rica em gorduras e com poucas fibras por 10 semanas tinham testosterona total 13% maior do que indivíduos que ingeriram pouca gordura e fibras. [6]

O que encontramos nas carnes de gordura, proteína, vitamina D3, zinco e vitamina A ajuda a aumentar os níveis de testosterona, o suficiente para notar um impacto significativo no ganho muscular, na perda de gordura e no aumento do libido. [7][8],[9]

4. Melhora a Digestão

Mas espera aí, as fibras não são essenciais para saúde digestiva? Nem de longe! 

Um estudo de 2012 no World Journal of Gastroenterology investigou os efeitos da redução da ingestão de fibras em pessoas com constipação crônica – oposto do que a maioria dos médicos recomendaria. 

Os indivíduos foram instruídos a não consumir nenhuma fibra por duas semanas. Em seguida, foram autorizados a aumentar a ingestão ou seguir uma dieta rica em fibras. Resultado: a maioria estava indo tão bem sem fibras que escolheu continuar no plano sem fibras. O estudo durou seis meses. [10]

Aqueles que ingeriram pouca ou nenhuma quantidade de fibra notaram melhorias significativas em seus sintomas, incluindo redução de gases, inchaço e esforço. Além disso, aqueles com fibra zero aumentaram a frequência dos movimentos intestinais!

E de novo, os mecanismos naturais de defesa que as plantas contêm para dissuadir os predadores causam inchaço, gases e outros problemas digestivos. 

Lectinas, glúten e ácido fítico, encontrados em frutas, verduras, feijões, grãos, nozes e sementes, podem contribuir para a inflamação e síndrome do intestino irritável, intestino permeável e muito mais. 

A dieta carnívora pode assim ajudar a tratar a constipação, melhorando os movimentos intestinais e reduzindo inchaço e gases.

5. Melhora a Saúde Mental, Energia e Humor

Se você estiver familiarizado com a dieta cetogênica, sabe como ajuda a melhorar o funcionamento do cérebro e a aumentar o foco e a clareza mental. A carnívora faz o mesmo, por  também ser cetogênica.

As proteínas são consideradas nutrientes construtores, ou seja, influenciam hormônios e anticorpos e atuam diretamente nos nossos neurotransmissores cerebrais, afetando nossos pensamentos e emoções. 


Para acessar o protocoloT3 clique aqui 

Aumentando as cetonas, os super combustíveis do cérebro

Seu fígado produz cetonas a partir de ácidos graxos quando os níveis de glicose e insulina são baixos. Elas têm mais ATP por grama do que glicose e levam a um uso mais eficiente de energia. Por que você submeteria seu cérebro à glicose quando pode alimentá-lo com cetonas de alta octanagem? [11]

Em uma dieta muito baixa em carboidratos, até 70% do cérebro pode ser alimentado por cetonas. O restante pode ser alimentado pela glicose produzida no fígado.

Além disso, a dieta carnívora fornece quantidades abundantes de zinco, DHA, B12, ferro e B6, cujas deficiências estão todas associadas à depressão.

Dietas com pouco carboidrato ou cetogênicas melhoram a memória em adultos mais velhos, ajudam a reduzir enxaquecas e até reduzem sintomas de Parkinson.

6. Ajuda a Acne e sua Pele 

Nos países ocidentais, estima-se que 90% dos adolescentes e 50% de quem tem de 20 a 30 anos sofrem de acne. Por outro lado, é muito raro em muitas culturas que seguem dietas tradicionais.

A acne não é natural. É uma doença da civilização ocidental. Um estudo de 2002 descobriu que 0 em 1.200 habitantes das ilhas Kitavan da Papua-Nova Guiné tinham acne. [12]

Níveis mais altos de insulina e hormônios relacionados podem piorar a acne e, como vimos acima, a carnívora reduz os níveis de insulina.

Além disso, a carnívora pode ajudar com a inflamação e fornece quantidades abundantes de nutrientes importantes para a pele como Vitamina A, DHA, Zinco e Vitamina E.

Escolha alimentos ricos em nutrientes ??e com baixo teor de carboidratos, que minimizam os níveis de insulina e reduzem a inflamação, para que você obtenha uma pele mais saudável.

7. Melhora a Saúde Bucal

Quando Aristóteles observou que alimentos doces como figos macios causavam cáries, ninguém acreditou nele.

Mas, à medida que a ciência progrediu, uma coisa foi comprovada: o açúcar causa cáries.

O açúcar tem um impacto muito prejudicial à sua saúde bucal, pois atrai bactérias ruins e diminui o pH da boca. Estudos mostram que um grupo de bactérias nocivas produz ácido na boca sempre que encontram e digerem açúcar.  [13]

Sua boca é um constante campo de batalha de desmineralização e remineralização. No entanto, as cáries ocorrem quando as bactérias da boca digerem açúcar e produzem ácido, o que enfraquece o esmalte dos dentes.

A dieta carnívora elimina o açúcar da sua vida e isso ajuda a restaurar um nível de pH saudável e impede que bactérias se reproduzam causando infecção ou cárie nos dentes. 

8. Simplifica sua Dieta

Comer não precisa ser complicado. A maioria das dietas exige um doutorado em “tornar alimentos de péssimo sabor, comestíveis”, sugando nosso tempo e energia. 

Ao contrário de dietas complicadas, a carnívora é muito fácil de implementar. Não há ingredientes ou alimentos sofisticados que você precise adquirir.

O único alimento que você precisa é de carne ou de outros de origem animal. E se você quiser um prato diferente, mas ainda assim simples de fazer, confira o livro de Receitas Carnívoras. 

Não há estresse sobre planejar ou comprar uma dieta carnívora.

9. Reduz a Pressão Arterial

A pressão arterial elevada é um fator de risco para muitas pessoas, especialmente para as de idade avançada.

Várias condições estão ligadas ao aumento da pressão arterial, incluindo acidentes vasculares cerebrais e doenças cardíacas.

Reduzindo e melhorando a resistência à insulina, a carnívora elimina os picos de açúcar no sangue, ajudando a baixar a pressão arterial, reduzindo todos os riscos associados. [14]

10. Diminui os Sintomas da Síndrome Metabólica

A síndrome metabólica pode ser um grande alerta para diabetes e doenças cardíacas.

Seus sintomas incluem obesidade abdominal, pressão arterial alta, níveis elevados de açúcar no sangue em jejum, aumento dos níveis de triglicerídeos e níveis de HDL.

Dietas com pouco carboidrato revertem todos os cinco principais sintomas da síndrome metabólica (Obesidade abdominal, pressão arterial elevada, níveis elevados de açúcar no sangue em jejum, triglicérides elevados, níveis baixos de colesterol HDL “bons”), uma condição grave que aumenta o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. [15]

Mesmo uma restrição modesta nos carboidratos é suficiente para reverter a síndrome metabólica em alguns, mas outras precisam restringir ainda mais. Com a implementação de uma dieta carnívora, todos esses sintomas podem ser tratados e melhorados. [16]

11. Diminui os Níveis de Triglicerídeos

Os triglicerídeos são moléculas específicas de gordura, compostas por três grupos de ácidos gordos e a adição de glicerol, que aumentam o risco de doenças cardíacas 

Os níveis elevados de triglicerídeos podem causar várias ameaças à saúde como: risco elevado de AVC e doença cardíaca.

Uma vez que os níveis de triglicerídeos são elevados pelos carboidratos, – particularmente por açúcares simples –  praticar a dieta carnívora vai diminuir esses níveis e por consequência os riscos de desenvolver alguma dessas doenças. [17]

Em dietas com baixo teor de gordura, o consumo de carboidratos geralmente podem ser altos, o que aumentará os níveis de triglicerídeos.

Dietas com pouco carboidrato como a carnívora são muito eficazes na redução dos triglicerídeos no sangue.‍

12. Aumenta o Colesterol Bom

A lipoproteína de alta densidade (HDL) é frequentemente chamada de colesterol “bom”.

Quanto mais altos os seus níveis de HDL em relação ao LDL “ruim”, menor o risco de doença cardíaca. [18]

Uma das melhores maneiras de aumentar os níveis “bons” de HDL é ingerir gordura – e as dietas com pouco carboidrato, como a carnívora, incluem muita gordura saudável.

Portanto, não é surpresa que os níveis de HDL aumentem drasticamente em dietas saudáveis e com pouco carboidrato, enquanto tendem a aumentar apenas moderadamente ou até declinar em dietas com baixo teor de gordura. [19]

A dieta carnívora é uma dieta com pouco ou zero carboidrato e  tende a ter alto teor de gordura, o que leva a um aumento dos níveis sanguíneos de colesterol HDL “bom”.

13. Gera Saciedade

A carnívora te ajuda a aumentar a quantidade de proteínas e gorduras consumidas, e isso satisfaz seu apetite por mais tempo e reduz desejos não saudáveis. 

Os desejos podem ser difíceis de controlar, e a melhor maneira de superá-los pode ser impedi-los de aparecer. Para isso, aumentar a ingestão de proteínas é uma excelente saída.

E se você pensa sobre isso, os alimentos que comemos enquanto assistimos filmes, jogados no sofá são geralmente junk-foods que nós continuamos empurrando em nossas bocas. [20]

Os três macronutrientes (gorduras, carboidratos e proteínas) afetam nossos corpos de diferentes maneiras. Estudos mostram que a proteína é, de longe, a mais completa. Ajuda você a se sentir saciado, com menos comida. [21]

Parte do porquê disso é que a proteína reduz o nível do hormônio da fome, a grelina,  e também estimula o peptídeo do hormônio da saciedade, YY, que o faz se sentir satisfeito. [22]

Estudos mostram consistentemente que quando as pessoas cortam carboidratos e comem mais proteína e gordura, elas acabam ingerindo muito menos calorias. [23]

Com o tempo, à medida que você segue a dieta, ela te ajuda a diferenciar o que é fome real e fome psicológica. Nesta dieta, você não pode pegar um saco de chips a qualquer momento que você quiser, ou seja, mesmo sem contar calorias, seu ingestão de calorias é reduzida. 

Muitas pessoas inconscientemente comem menos calorias quando só conseguem comer carne, o que facilita muito a perda de peso. Você terá o hábito de comer apenas quando precisar e de consumir apenas o suficiente para mantê-lo satisfeito. 

Conclusão

Nós, humanos, somos projetados para comer uma dieta à base de carne

Tags: #protocolot3, #franciscoamado, #dietacarnivora

domingo, 24 de novembro de 2024

A dieta carnívora de Jordan Peterson

 A dieta carnívora de Jordan Peterson


Jordan Peterson é um influente psicólogo canadense que pratica e promove uma dieta   carnívora que seus seguidores chamam de “dieta Jordan Peterson”.

Comer uma dieta só de carne parece radical quando visto da perspectiva da nutrição convencional que prega variedade e alimentos à base de plantas. Mas uma riqueza de evidências científicas apoia a visão de que a fisiologia humana é projetada para prosperar em uma dieta de carnes gordurosas. Na verdade, inúmeras linhas de evidências históricas nos dizem que os humanos comeram principalmente carne durante a grande maioria de nossa evolução . 1 

Vista dessa perspectiva, a dieta “Jordan Peterson” é uma abordagem para alinhar nossa fisiologia com os alimentos ancestrais dos quais os humanos evoluíram. 

Agora, milhares de adeptos da dieta carnívora moderna estão relatando ganhos robustos de saúde, e pesquisas emergentes estão apoiando esses relatórios. [1]

Neste artigo, detalharemos a dieta carnívora de Jordan Peterson e veremos a ciência por trás dela. 

O que é a dieta de Jordan Peterson?

A dieta Jordan Peterson é uma abordagem para uma dieta carnívora que pede comer apenas produtos de origem animal. A dieta Jordan Peterson elimina todos os grãos, frutas e a maioria dos vegetais. 

O que diferencia a dieta de Jordan Peterson da abordagem tradicional sobre a dieta carnívora é que ela tem dois estágios. 

Etapa I: Bife, Água, Sal

A primeira parte da dieta Jordan Peterson é a fase de eliminação, que exige pelo menos 2 meses de apenas carne, água e sal. Essa abordagem para carnívoros também é chamada de Dieta do Leão , ou dieta de eliminação de carnívoros. 

Estágio II: Carne e vegetais (dieta carnívora modificada) 

Após dois meses na dieta de eliminação, Peterson adicionou vegetais para criar o que ele chamou de dieta carnívora modificada. Ele praticou esse segundo estágio por mais de um ano.   


Para acessar o protocoloT3  CLIQUE AQUI 

As origens da dieta de Jordan Peterson?

A dieta carnívora se tornou sinônimo de Jordan Peterson quando ele falou sobre suas experiências positivas ao adotar uma dieta baseada apenas em carne durante um episódio de 2018 do Joe Rogan Experience, o podcast mais popular do mundo.   

Peterson foi apresentado pela primeira vez aos benefícios de uma dieta carnívora por sua filha Mikhaila. Quando ela tinha 22 anos, Mikhaila foi diagnosticada com artrite reumatoide, transtorno bipolar, hipersonia, doença de Lyme, psoríase e eczema. Ela dá créditos à dieta carnívora por enviar todos esses diagnósticos à remissão. 

Após ver a transformação de Mikhaila, Jordan Peterson tentou a dieta ele mesmo. Para começar a dieta, ele seguiu o protocolo de eliminação rigoroso da dieta do leão por dois meses. Então ele praticou uma “dieta carnívora modificada” com muito pouco carboidrato, consistindo apenas de carne e vegetais por um ano. 

Peterson disse a Joe Rogan: “Perdi 50 libras. Meu apetite provavelmente caiu 70%. Não tenho problemas de desregulação do açúcar no sangue. Preciso de muito menos sono... minha doença gengival desapareceu. Tipo, que diabos?” Peterson também relatou que sua ansiedade e depressão desapareceram e que ele ganhou mais agudeza mental. 

Jordan Peterson faz parte do crescente grupo de profissionais de saúde influentes, incluindo Robert Kiltz , Shawn Baker e Paul Saladino , que adotaram pessoalmente versões da dieta carnívora, recomendaram-na aos seus pacientes e testemunharam os benefícios. 

A importância da gordura na dieta de Jordan Peterson

É importante observar que uma dieta carnívora é essencialmente uma dieta cetogênica, o que significa consumir muita gordura, pouco carboidrato e proteína moderada. 

Para garantir que você está recebendo gordura suficiente, selecione os cortes mais gordurosos de bife suplementados com outras carnes keto gordurosas. Se você não comer gordura suficiente na dieta keto, corre o risco de intoxicação por proteína. 

Na verdade, pesquisadores como Amber O'Hearn sugerem que os humanos não são apenas carnívoros, mas “lipívoros ”, com uma predisposição exclusivamente humana para consumir e prosperar com gorduras animais.

Fundamentos evolutivos de uma dieta exclusivamente à base de carne

Pessoas que praticam a dieta Jordan Peterson apoiam sua abordagem com pesquisas que mostram que essa maneira de comer está de acordo com a evolução da dieta humana. 

Uma pesquisa recente do professor Miki Ben-Dor nos diz que nossos ancestrais homens das cavernas comeram uma dieta carnívora de animais enormes e extremamente gordos por quase 2 milhões de anos de evolução. [2] [3]


Fonte:   Dra. Miki Ben Dor 

Os humanos evoluíram para longe de nossos ancestrais primatas, primeiro catando carnes de ossos gordurosos. Essa abundância de nutrientes específicos do cérebro alimentou o rápido crescimento de nossos cérebros. Logo, ficamos inteligentes o suficiente para coordenar e usar armas de caça para derrubar presas extremamente grandes. 

Esse desenvolvimento ocorreu durante um período em que a megafauna – animais gigantes e gordos – vagava pela Terra. Nós nos tornamos caçadores e comedores de gordura tão hábeis que os humanos são em grande parte responsáveis ​​pelo fato de quase toda a megafauna ter sido extinta. 


Fonte: Amber O'Hearn

Nós, humanos modernos, ainda carregamos nossa fisiologia ancestral formada por meio desse relacionamento íntimo e nutritivo com a carne gordurosa: 

  • A gordura é incrivelmente saciante – quando a comemos, não queremos comer mais nada
  • Temos uma propensão única para armazenar gordura (como energia) em nossos corpos – os humanos são extremamente gordos quando comparados a outros primatas herbívoros e onívoros
  • Ao contrário de outros predadores e primatas, podemos facilmente usar gordura armazenada para energia, mesmo quando em estados de plenitude calórica. Outros animais precisam estar em estado de fome. 
  • Nossos parentes primatas mais próximos têm um trato digestivo muito maior, com diferentes áreas dedicadas à fermentação de fibras em ácidos graxos.
  • Os humanos têm um trato digestivo curto que não consegue fermentar as fibras em quantidades significativas de ácidos graxos
  • A acidez estomacal humana é maior do que a da maioria dos carnívoros e igual à de alguns necrófagos. A acidez nos protege de patógenos que nossos ancestrais teriam encontrado ao catar carne e ao consumir animais grandes por um período de tempo sem refrigeração. [4]

Exemplos de culturas tradicionais prosperando com dietas carnívoras


Embora grande parte do estudo sobre a carnivoria humana esteja enraizada em nossa pré-história, ainda existem exemplos de povos tradicionalmente carnívoros.  

Os homens tradicionais Masai não comem nada além de carne — geralmente de três a cinco libras cada durante as refeições comemorativas — junto com sangue e meio galão de leite integral de seu gado Zebu. Isso é o equivalente a meio quilo de gordura de manteiga. [5]

Da mesma forma, o povo Samburu consome em média uma libra de carne e bebe quase dois galões de leite cru por dia durante a maior parte do ano. Isso é o equivalente a uma libra de gordura de manteiga por dia. 

Enquanto os pastores na Somália consomem um galão e meio de leite de camelo por dia, também equivalente a uma libra de gordura de manteiga. Cada uma dessas tribos obtém mais de 60% de sua energia da gordura animal, e zero a baixas calorias de produtos não animais. [6]

Os inuits do Ártico canadense prosperavam com focas, morsas, baleias e peixes. [7]

Todas as populações acima apresentaram marcadores notavelmente bons de saúde cardiovascular e incidências extremamente baixas de doenças da civilização, incluindo diabetes, osteoporose, câncer e doenças cardíacas5 

Os estragos de uma dieta ocidental rica em carboidratos foram tragicamente visitados sobre os Inuit. Após o contato com o Ocidente, de 1955 a 1967, os carboidratos refinados passaram de 0-50% de sua ingestão calórica. Isso resultou em incidências generalizadas de doenças cardíacas e cáries dentárias. [8]

Fontes do artigo


A história corrupta da pirâmide alimentar

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